Senadores de partidos do governo e de outras legendas reafirmaram na sessão deliberativa de quarta-feira (28) o resultado da eleição presidencial de domingo (25) e criticaram a carta em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alega fraude, sem provas, segundo texto da Agência Senado republicado pelo Poder360. O senador Carlos Portinho (PL-RJ), da mesma bancada de Flávio, respondeu citando brasileiros que classificou como exilados.
O que foi dito
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que qualquer sinalização em contrário ao resultado não é uma conspiração contra o PT ou contra Lula, mas “contra o Brasil”, e defendeu que o Plenário proclame que o presidente eleito é Lula. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) lembrou que o PL e os governadores ligados ao candidato derrotado já reconheceram o resultado oficial e disse que a carta causa “prejuízo imenso” ao país.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) classificou como “inaceitável” a decisão de Flávio de ir aos Estados Unidos. O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) afirmou que “os fujões são antipatriotas”. Portinho, do PL, disse que há brasileiros exilados no exterior por não acreditarem na Justiça do país e que as palavras sobre um governo para todos não correspondem aos gestos do momento.
O que falta saber
O texto lido não informa se houve votação de algum documento ou resolução sobre o resultado; os discursos são manifestações individuais. Flávio não respondeu, nas fontes lidas, às críticas, e não há ordem de prisão contra ele. O senador Rogério Marinho, líder da campanha, disse na mesma noite que não há prova de fraude (matéria sobre a fala de Marinho), e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a eleição teve “absoluta normalidade” (matéria sobre a nota do TSE). O quadro geral está na matéria principal.






















