A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, estima que o déficit primário do governo federal pode chegar a 1% do PIB em 2027. A projeção consta de relatório divulgado na quinta-feira (29), segundo o Poder360, que publicou a notícia nesta sexta-feira (30). O relatório aponta que novos compromissos e diferenças entre as projeções da IFI e os números do Orçamento de 2027 podem ampliar o desequilíbrio das contas públicas.
O que a IFI calcula
- R$ 40 bilhões de desequilíbrio adicional com medidas ligadas ao Bolsa Família, à arrecadação com bets e ao pacote para microempreendedores individuais (MEIs);
- o valor não inclui outras iniciativas, como o Pé-de-Meia Universitário e a gratuidade do transporte público aos fins de semana;
- déficit primário equivalente a 0,5% do PIB em 2026;
- superávit primário de 2,1% do PIB seria necessário para estabilizar a dívida pública em relação ao tamanho da economia, o que exigiria ajuste fiscal próximo de 3 pontos percentuais do PIB.
O resultado primário é a diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida.
O que o governo já disse
Segundo a reportagem, o governo prepara mudanças no Orçamento de 2027 para acomodar novas iniciativas e informou neste mês que pretende realocar R$ 20 bilhões para financiar medidas de estímulo econômico, sem aumentar o limite de gastos nem alterar a meta de resultado primário. A realocação, porém, não significa necessariamente que todas as despesas adicionais consideradas pela IFI estejam cobertas por ela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que as bets não voltarão a funcionar no Brasil.
O que ainda não se sabe
Este portal leu a reportagem do Poder360, não o relatório da IFI: os números acima são os que ela atribui ao documento. As medidas citadas ainda estão em discussão; o que a IFI apresenta são projeções, não resultado fiscal apurado.






















