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Nunes Marques diz que eleição teve ‘absoluta normalidade’ após carta de Flávio

Presidente do TSE divulgou nota dizendo que o eleitorado escolheu legitimamente seus representantes e que questionamentos feitos dentro do processo legal serão analisados e respondidos.

Plenário do Tribunal Superior Eleitoral lotado durante a sessão solene de posse do ministro Nunes Marques na presidência da corte
Plenário do Tribunal Superior Eleitoral durante a posse de Nunes Marques na presidência, em Brasília, em 12/5/2026. Foto de arquivo: TSE — domínio público. A imagem não registra a nota desta quarta-feira (28). Origem da fotografia.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, divulgou nesta quarta-feira (28) uma nota em que afirma que as eleições de 2026 “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”. O texto saiu no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno, divulgou dos Estados Unidos uma carta em que alega fraude, sem apresentar provas, e se apresenta primeiro como “verdadeiro presidente eleito” e, depois, como “líder do Brasil”.

O que diz a nota

Na nota, reproduzida pelo Poder360, Nunes Marques ressalta o compromisso da Justiça Eleitoral com a “vontade soberana do eleitorado”, que “foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”. Ele descreve as eleições do último domingo como as mais inclusivas da história da República e reconhece “instabilidade na reta final de votação”, mas diz que, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do tribunal, foi possível concluir a apuração e entregar um pleito com segurança. A “instabilidade” é uma referência à decisão do Supremo que prorrogou a votação até as 19h, segundo o Poder360.

O ministro informa ainda que “todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos”. O trecho da nota reproduzido pelas reportagens lidas não cita Flávio Bolsonaro pelo nome; a ligação com a carta é feita pelos veículos, que registram que a nota veio depois dela.

O argumento da prorrogação

A carta de Flávio cita a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo, que prorrogou a votação, como um dos argumentos. Segundo a CNN Brasil, dados oficiais do TSE mostram que 34.393 votos foram computados depois das 17h do dia da eleição; mesmo que todos tivessem sido dados a Lula, representariam menos de 1% da diferença final. Pelo resultado oficial, Lula teve 64.256.232 votos (51,79% dos válidos) e Flávio, 59.826.041 (48,21%), uma diferença de cerca de 4,4 milhões.

No próprio domingo, segundo a CNN Brasil, Nunes Marques já havia dito que a prorrogação não comprometeu o pleito e que “não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”.

O que falta

Não foi lida a íntegra da nota no site do TSE, que bloqueia o acesso automatizado; o texto acima segue a reprodução do Poder360 e da CNN Brasil. Não há, nas reportagens lidas, pedido formal de anulação das eleições apresentado por Flávio ou pelo PL a ser analisado pelo tribunal.

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