O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende trocar parte do núcleo do Palácio do Planalto no quarto mandato, segundo reportagem do Estadão que estava em destaque na página inicial do jornal nesta sexta-feira (30). Os nomes ainda não estão definidos: o jornal diz que Lula só cuidará do assunto depois do feriado de Finados (2 de novembro), quando pretende chamar presidentes de vários partidos, o Centrão entre eles, com o aviso de que quem integrar a equipe terá de apoiar o governo no Congresso.
De acordo com a reportagem, o presidente disse a aliados do PT, em conversa reservada na terça-feira (27), quando completou 81 anos, que quer dar uma nova fisionomia ao governo e montar um time de nomes vencedores nas urnas. A informação vem de interlocutores citados pelo jornal; este portal não encontrou declaração pública de Lula nem nota do Planalto sobre o tema nas partes lidas.
Casa Civil e Fazenda
O líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), é visto hoje como o favorito para assumir a Casa Civil, segundo o Estadão. Fernando Haddad, derrotado por Tarcísio de Freitas na disputa pelo governo de São Paulo, era até aqui o nome cogitado; interlocutores do presidente dizem apenas que Haddad “será o que quiser”.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, é citado como uma espécie de coringa e poderia ir para a Fazenda no lugar de Dario Durigan, mas Lula ainda não decidiu; o vice-presidente, Geraldo Alckmin, também é cotado para comandar a equipe econômica. O nome de Fonteles para a Fazenda já havia aparecido em outra reportagem, noticiada por este portal.
Articulação, Secom e outras pastas
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, deve sair para compor o governo do Ceará, e Lula planejaria entregar a pasta a um político que não seja do PT, segundo o jornal. Na Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira disse que só ficará em Brasília até o fim do ano, mas aliados observam que ele pode mudar de planos se Lula pedir. O deputado André Janones (Rede-MG), criador do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, é lembrado para a Secom; antes de um almoço com o presidente no Alvorada, na quinta (29), ele afirmou que acha que pode “ajudar muito mais o presidente como deputado”.
A reportagem acrescenta que o ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, também pode mudar de posição; o nome dele chegou a ser lembrado para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, hoje com Wellington Dias, que voltará ao Senado, mas o PT avalia que a pasta deve ficar com o partido. Gleisi Hoffmann, que ficou sem mandato após disputar uma vaga ao Senado pelo Paraná, também é citada para essa pasta, e o jornal diz que o retorno dela ao governo é dado como certo. Na chefia de gabinete do presidente, o nome mais citado é o de Márcio Tavares, secretário-executivo do Ministério da Cultura, apontado como preferido da primeira-dama, Janja.
O que está e o que não está confirmado
Nenhum dos nomes foi anunciado oficialmente, e as informações são de bastidores, atribuídas pelo jornal a interlocutores de Lula. Na quarta-feira (28), este portal registrou que o presidente ainda não havia sondado ninguém para o ministério; a nova reportagem indica que o assunto só avança depois de 2 de novembro.






















