Bradesco, Itaú e Santander elevaram as taxas de financiamento imobiliário nos últimos dias, segundo reportagem do g1 publicada nesta sexta-feira (30). As novas tabelas passaram a valer na segunda-feira (26) no Bradesco, na quinta-feira (29) no Itaú e nesta sexta no Santander. Em notas enviadas à reportagem, as instituições atribuem o movimento, de modo geral, à alta dos juros futuros. A Caixa Econômica Federal, que lidera as contratações para compra de imóveis, não disse se vai reajustar: afirmou estar em período de silêncio antes de divulgar seu balanço.
O que mudou em cada banco
| Banco | Taxa antes | Taxa depois |
|---|---|---|
| Bradesco (taxa principal) | 11,99% + TR | 15% + TR |
| Bradesco (clientes Private) | 11,70% + TR | 13,60% + TR |
| Itaú (taxa mínima) | não informada | 12,95% ao ano |
| Santander (a partir de) | 11,69% + TR | 12,49% + TR |
No Bradesco, que não informou a variação das taxas, os percentuais constam de comunicado enviado a parceiros e obtido pelo g1. No Itaú, o comunicado a parceiros indica que, no segmento Private, a taxa parte de 12,89% + TR e, para não correntistas, chega a 14,85% + TR. O banco diz que o ajuste busca refletir as condições atuais de captação, já que o financiamento depende de recursos captados no mercado.
Por que os juros futuros importam
Segundo a reportagem, o rendimento dos títulos brasileiros de cinco anos passou de 12,87% para 15,39% depois das eleições, alta superior a 2,5 pontos percentuais. Juros futuros refletem as expectativas do mercado para os próximos meses ou anos e podem subir mesmo quando a Selic cai: o texto lembra que, em setembro, a taxa básica teve a quinta redução consecutiva. Os três bancos responderam por cerca de 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro, segundo dados da Abecip citados pelo g1.
A advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário ouvida pela reportagem, diz que os aumentos “surpreendem” e, para a maioria dos clientes, ficaram acima de 3 pontos ao ano, o que pode encarecer a parcela e reduzir o valor financiável. Ela recomenda comparar simulações entre bancos e olhar o Custo Efetivo Total (CET), e não apenas os juros.
O que ainda não se sabe
Não há, nas fontes lidas, a taxa anterior do Itaú nem o posicionamento da Caixa; este portal não consultou as tabelas dos bancos. As taxas citadas são as divulgadas aos parceiros e podem variar conforme o perfil de cada cliente. Para o contexto do custo da dívida pública, veja a matéria sobre o custo da dívida federal.






















