Uma comissão internacional de bispos ligada ao movimento religioso Apostolic Confluence Movement divulgou uma declaração em que diz não reconhecer a vitória de Lula (PT) na eleição presidencial e levanta suspeitas de fraude, segundo o Poder360. O grupo não apresentou provas de irregularidades na votação. O documento é datado de segunda-feira (26), um dia depois do segundo turno.
O que o grupo afirma
Segundo o Poder360, a “Declaração: Possível Fraude Eleitoral no Brasil” foi publicada no Instagram do bispo Leo Assis, em colaboração com o Apostolic Confluence. O texto afirma o “não reconhecimento institucional da vitória anunciada” do petista e questiona o fato de Lula ter somado mais de 10 milhões de votos entre os dois turnos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria crescido cerca de 3,7 milhões. O grupo cita também a abstenção, os votos brancos e nulos e as pesquisas eleitorais para pedir uma investigação técnica independente.
O que os dados mostram
A diferença de votos entre os turnos, observa o Poder360, não comprova fraude: no segundo turno, os votos de candidatos eliminados podem migrar para os dois concorrentes que restam, e a participação e as preferências dos eleitores também mudam. O resultado oficial do TSE deu a Lula 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta (28) que a eleição transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade” (nota do TSE).
Por que importa agora
A declaração aparece quando o próprio Flávio contesta o resultado, em carta divulgada dos Estados Unidos, também sem provas (relato sobre a carta). Nessa mesma quarta, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que não há prova que permita ao PL afirmar que houve fraude (matéria própria). Acompanhe o caso na cobertura principal.
Limites desta apuração
Os Poderes não leu a publicação original no Instagram: as informações vêm do Poder360, consultado às 0h15 de quinta (29). Não foi possível verificar, nas fontes lidas, quantos bispos assinam a comissão nem a representatividade do grupo; o texto não traz, segundo o veículo, resposta do movimento ou do bispo citado.






















