A ida de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas entre aliados e fez o PL tentar proteger das consequências da crise as negociações pelas presidências do Senado e da Câmara dos Deputados, segundo reportagem da CNN Brasil publicada às 4h desta sexta-feira (30). O texto descreve avaliações de parlamentares e aliados do partido; nenhuma candidatura às duas presidências foi formalizada nas fontes lidas.
Incerteza e ala moderada
De acordo com a reportagem, deputados e senadores do PL ainda tentam entender os próximos passos da família Bolsonaro. Há consenso, segundo o texto, de que a saída do senador do país dificulta a interlocução com a bancada. Parte dos aliados teme que o capital político de quase 60 milhões de votos fique subutilizado ou se esfacele.
A CNN Brasil relata ainda que uma ala do partido defende um caminho de moderação, distante do teor da carta em que Flávio se apresentou como “verdadeiro presidente eleito”. Em declaração reproduzida pela reportagem, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que ninguém concorda com a carta e que a intenção é “tocar o partido para frente”. A fala ocorreu após a visita dele a Jair Bolsonaro, na quinta-feira (29). Uma reunião do PL na próxima semana deve esclarecer o cenário aos que ficaram no Brasil, segundo a reportagem.
Senado e Câmara
O partido elegeu bancadas recordes e, segundo a reportagem, quer evitar que a crise contamine as conversas com o centrão sobre o comando das duas Casas nos próximos dois anos. Uma das incógnitas é o efeito sobre a ambição do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, de presidir o Senado. Marinho segue sustentando a tese de perseguição política, mas está entre os aliados que desaprovam dúvidas sobre a integridade da eleição, diz o texto.
Marinho enfrenta concorrência na direita da senadora Tereza Cristina (PP-MS), também interessada no cargo hoje ocupado por Davi Alcolumbre (União-AP), que se movimenta para permanecer, de olho no apoio do centrão e de governistas. A reportagem diz que não está claro se o PL conseguirá unificar a direita em torno de Marinho e formar uma frente capaz de ameaçar a reeleição de Alcolumbre. Sobre a Presidência da Câmara, o texto menciona apenas que partidos do centrão já discutem a distribuição de espaços.
O que ainda não se sabe
Não há definição de candidaturas, e a reunião do PL ainda não tem data divulgada na reportagem. As avaliações vêm de aliados e correligionários citados pelo veículo. Este portal tratou antes da articulação da direita no Senado depois da saída de Flávio, da sinalização de Tereza Cristina e do tamanho da bancada do PL em 2027. A história completa do caso está em outra matéria deste portal.






















