O PL terá 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de fevereiro de 2027, a maior bancada partidária no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988, segundo reportagem do g1 publicada nesta sexta-feira (30). Senadores de PT, PSB e PDT ouvidos pelo portal dizem que pretendem atuar com alianças em pautas específicas, diálogo com adversários e mobilização da sociedade.
Os números
De acordo com o g1, o PL elegeu 19 senadores em 2026, o maior número já obtido por um único partido em uma eleição para a Casa; o recorde anterior era de 14, do antigo PMDB (1994 e 2010) e do extinto PFL (2002). Somados aos que já estavam no Senado, são 28 senadores, mais de um terço da Casa. O recorde anterior de bancada no início de uma legislatura era do MDB, com 27 em 1999.
PT, PSB, Rede e PDT devem reunir, juntos, cerca de 15 senadores. Outros 37 ficam distribuídos entre MDB, PP, União Brasil, PSD, Republicanos, Novo, Podemos e PSDB, e há um senador sem partido. A reportagem ressalva que a composição pode mudar até fevereiro, porque eleitos e senadores em exercício podem trocar de partido ou assumir cargos no Executivo.
O que dizem os senadores
O reeleito Humberto Costa (PT-PE) avalia que o perfil dos novos senadores é mais “radical e agressivo” e que o diálogo, já difícil, tende a piorar. Ele afirma, porém, que o governo terá maioria para aprovar projetos já acertados, como o fim da escala de trabalho 6×1. Sobre a eleição para a presidência do Senado, em fevereiro de 2027, defendeu aliança com setores do centrão e admitiu apoiar a recondução de Davi Alcolumbre (União-AP), desde que não haja concessões em temas inegociáveis, como anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.
Cid Gomes (PSB-CE), também reeleito, minimizou o avanço da direita e disse não ver motivo para pânico. Pelas contas dele, os 28 senadores bastam para pedir uma CPI, mas não para formar maioria; ele projeta um Senado dividido em três blocos (direita, progressistas e governistas), com mais pautas de costumes em discussão.
As estreantes Samanda de Lula (PT-RN), Marília Arraes (PDT-PE) e Marília Campos (PT-MG) defendem alianças em temas específicos e firmeza em pautas de direitos sociais, trabalhistas e de proteção às mulheres e crianças. Marília Arraes disse que é preciso conversar com quem pensa diferente. Humberto Costa e Cid Gomes preveem avanço de pautas de costumes, como projetos que restringem o aborto nos casos previstos em lei.
O que falta
Os números e as falas são do g1; este portal não ouviu os senadores nem a bancada do PL. Para a disputa pela presidência da Casa, os pré-candidatos ainda não estão definidos nas fontes lidas. O PL também aparece em outras frentes deste portal: veja o levantamento sobre como os eleitos do partido trataram o resultado da eleição e a reorganização da direita no Senado.






















