O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitará conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se for procurado, mas não deu autorização para que nenhum interlocutor do governo tome a iniciativa de contato. A informação é da jornalista Débora Bergamasco, em coluna publicada pela CNN Brasil na quinta-feira (29), que cita fontes não identificadas.
O que diz a apuração
Segundo a coluna, na quinta Trump disse a jornalistas que vai falar com Lula, mas voltou a criticar a eleição brasileira. Ainda não há data para uma eventual nova conversa. A CNN apurou que não há autorização de Lula para que ninguém do governo procure autoridades americanas para tratar do reconhecimento da eleição ou do candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
De acordo com o texto, Trump não cumprimentou nem reconheceu publicamente a vitória de Lula no domingo (25) e afirmou, sem apresentar provas, que a eleição parecia ter sido fraudada. Também admitiu saber que os EUA abriram as portas para a entrada de Flávio e de familiares, que chegou ao país com passaporte diplomático cancelado. Este portal já registrou as declarações de Trump sobre a eleição e a informação da Reuters de que a Casa Branca não pretende apoiar Flávio como líder do Brasil.
Outras frentes de desgaste
A coluna lembra que o governo Lula ainda lida com o tarifaço americano sobre parte dos produtos brasileiros, com um gesto diplomático que afeta a saída e a eventual reentrada da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti, e com a animosidade das big techs americanas, defendidas pelo governo Trump.
Próximos encontros
Em reportagem desta sexta-feira (30), o g1 informa que Lula e Trump devem estar juntos em pelo menos dois eventos internacionais neste ano: a cúpula da Asean, nas Filipinas, em novembro, e o G20, na Flórida, em dezembro, que deve ocorrer em Doral. O g1 diz ainda que a estratégia do quarto mandato é o pragmatismo com os EUA e que as eleições legislativas americanas estão marcadas para 3 de novembro.
O que ainda não se sabe
As fontes da coluna não são identificadas, e este portal não encontrou, nas fontes lidas, nota do Palácio do Planalto ou da Casa Branca confirmando a disposição de Lula ou marcando o contato. A fala de Trump aparece apenas na descrição da coluna; a transcrição não foi consultada.






















