Congresso

Oposição terá dois nomes na disputa pelo Senado: Marinho e Tereza Cristina

Tentativa de unificar candidatura contra a reeleição de Alcolumbre falhou, segundo coluna; a eleição na Casa é em 1º de fevereiro de 2027.

Montagem: à esquerda, o senador Davi Alcolumbre fala a jornalistas; à direita, os senadores Tereza Cristina e Rogério Marinho conversam em um corredor do Senado.
Montagem com duas fotos de arquivo da Agência Senado (CC BY 2.0): à esquerda, Davi Alcolumbre, em 13/03/2025; à direita, Tereza Cristina e Rogério Marinho conversam no corredor das comissões, em 14/03/2023 (foto de Roque de Sá). As imagens não registram os fatos desta terça (3). Origem (Alcolumbre). Origem (Tereza e Marinho). Condição de uso.

A tentativa de unificar a oposição em torno de um só candidato contra a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado falhou, segundo o colunista Caio Junqueira, da CNN Brasil. Por ora, a oposição deve ter dois nomes na disputa, marcada para 1º de fevereiro de 2027: o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

Um acordo que não saiu

Marinho e Tereza Cristina se reuniram na semana passada para tentar fazer com que um dos dois desistisse, mas não houve acordo, segundo a coluna. Marinho deve lançar oficialmente o nome na quarta-feira (4); a senadora pretende manter a candidatura articulada nos bastidores. Aliados dela a descrevem como uma “terceira via” entre o governista Alcolumbre e o oposicionista Marinho.

A candidatura de Tereza Cristina é vista por parte dos senadores como a de alguém com mais trânsito entre todos os setores da Casa, inclusive entre governistas. Os defensores dela calculam que, ao contrário de Marinho, ela conseguiria atrair partidos do Centrão que resistem ao senador do PL, mas também não querem a recondução de Alcolumbre.

O impeachment de ministros do STF no centro da disputa

A aliados, segundo a coluna, a senadora diz que não aceita nem o bloqueio da pauta de impeachment de ministros do Supremo, como seria com Alcolumbre, nem que ela seja a agenda prioritária do Senado a partir do ano que vem, como defende Marinho. Tereza Cristina é a favor de discutir impeachment de ministros, mas quer também uma ampla agenda de reformas econômicas em 2027.

A conta dos votos

Pelos cálculos dos aliados da senadora, nem Alcolumbre nem Marinho têm hoje os 41 votos necessários, e há senadores que aparecem nas planilhas de ambos. A estratégia, segundo a coluna, é manter a candidatura até o fim para ganhar força e, mais adiante, tentar convencer Marinho a retirar o nome e apoiá-la.

Onde o PT entra

Em entrevista ao Poder360 publicada nesta terça (3), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que o partido fechou em 27 de outubro apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara e que, no Senado, a tendência é apoiar Alcolumbre. Segundo ele, o PT aceitará as duas candidaturas se elas resultarem de uma união ampla do que chamou de “campo democrático” contra o “radicalismo” representado por Flávio Bolsonaro. O Poder360 lembra que Marinho foi coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência e que o PL terá a maior bancada do Senado em 2027, com 28 integrantes. Leia também a entrevista de Edinho Silva.

O que ainda não se sabe

As informações sobre bastidores da candidatura de Tereza Cristina vêm de aliados dela, relatadas na coluna; o Os Poderes não ouviu a senadora, Marinho nem Alcolumbre. Alcolumbre, por sua vez, é descrito em reportagens anteriores como alguém que negocia a reeleição com o governo e com parlamentares; veja o que já foi publicado sobre a articulação do PL em torno de Marinho e sobre a negociação de Alcolumbre por votos. Não há candidatura oficializada até o momento.

Fontes consultadas em 3 de novembro de 2026, às 7h15: CNN Brasil (coluna de Caio Junqueira, publicada em 3/11, às 3h25, lida na íntegra) e Poder360 (entrevista com Edinho Silva, publicada em 3/11, às 6h, lida na íntegra).

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