EUA

Texas e outros seis estados redesenharam mapas para favorecer republicanos

Texas começou, a Califórnia respondeu e Utah ganhou um distrito democrata por decisão judicial; para tomar a Câmara, os democratas precisam de saldo líquido de quatro cadeiras.

Montagem com duas fotos lado a lado: o Capitólio estadual do Texas, em Austin, à esquerda, e o da Califórnia, em Sacramento, à direita.
Montagem com o Capitólio do Texas, em Austin (foto: LoneStarMike, 2010, CC BY 3.0), e o da Califórnia, em Sacramento (foto: Andre m, 2014, CC BY-SA 3.0). As imagens são de arquivo e não registram os atos de redesenho dos mapas. Origem (Texas). Origem (Califórnia). CC BY 3.0. CC BY-SA 3.0.

A disputa pela Câmara dos EUA nas midterms desta terça-feira (3) acontece sobre mapas de distritos redesenhados antes da eleição, numa guerra iniciada pelo Texas e respondida pela Califórnia. Segundo o g1, republicanos refizeram os distritos de sete estados para ganhar vantagem, e os democratas reagiram na Califórnia e, por decisão da Justiça, em Utah.

Como começou

Para evitar perder a Câmara, o presidente Donald Trump sugeriu que os republicanos apoiassem o redesenho dos distritos estaduais, de modo a criar mapas mais favoráveis ao partido, segundo o g1. A ofensiva começou pelo Texas, que tem a segunda maior bancada do país. A proposta foi aprovada no estado em agosto de 2025 e já está em vigor; com o novo desenho, a expectativa é de que os republicanos ganhem vantagem ao reduzir os distritos em que os democratas eram favoritos.

A resposta democrata e os outros estados

  • Califórnia: três meses depois do Texas, o estado redesenhou o próprio mapa para favorecer os democratas, que esperam conquistar cinco cadeiras hoje ocupadas por republicanos.
  • Outros seis estados: os republicanos conseguiram redesenhar os mapas de Alabama, Flórida, Louisiana, Carolina do Norte, Ohio e Tennessee.
  • Utah: uma decisão judicial levou à criação de um distrito de tendência democrata em Salt Lake City.

O que isso pesa na disputa pela Câmara

Hoje, os republicanos têm 218 cadeiras na Câmara e os democratas, 214, com um deputado independente que costuma votar com os republicanos e duas vagas abertas, segundo a CNN Brasil e o g1. Para assumir o controle, os democratas precisam de um saldo líquido de quatro cadeiras. O New York Times, citado pelo g1, vê 21 disputas indefinidas em 14 estados e outros 25 distritos acirrados, 13 com vantagem republicana e 12 com vantagem democrata. Para o quadro geral, veja o que está em jogo nas midterms, o risco de erro das pesquisas e como será a apuração.

O que ainda não é resultado

As fontes lidas não calculam o saldo líquido de cadeiras do conjunto dos redesenhos: as cinco cadeiras esperadas pelos democratas na Califórnia são uma expectativa isolada e não podem ser somadas ou subtraídas das vantagens previstas aos republicanos nos outros estados. A situação dos mapas em eventuais disputas judiciais além dos casos citados não consta das fontes. Nenhuma Casa tem controle definido: os votos serão apurados estado a estado a partir da noite de terça.

Texto elaborado em 3 de novembro, às 3h20, com base no guia das midterms do g1 (lido na íntegra) e no guia da CNN Brasil (lido na íntegra), ambos publicados entre 2 e 3/11. A montagem de imagem usa fotografias de arquivo dos Capitólios estaduais do Texas e da Califórnia e não registra os atos de redesenho.

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