Economia

Copom começa reunião com mercado já apostando em manutenção da Selic

Decisão sai na quarta (4); contratos de opções de Copom que apontavam corte em 76% das posições passaram a indicar manutenção em 72,5%, segundo reportagem.

Torres do edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, sob céu azul.
Edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, em 2010. Foto de arquivo: Banco Central do Brasil — CC BY 2.0. A imagem não registra a reunião do CMN. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central abre nesta terça-feira (3) a penúltima reunião de 2026, com decisão marcada para quarta (4). Segundo a CNN Brasil, o mercado inverteu a aposta depois da reeleição de Lula: até 23 de outubro, 76% das posições em opções de Copom negociadas na B3 indicavam novo corte; na sexta (30), 72,5% apostavam em manutenção e 26% ainda em corte.

O que mudou

De acordo com a reportagem, a virada começou em 26 de outubro, um dia depois de as urnas confirmarem o quarto mandato de Lula. Analistas citados falam em forte depreciação do real, abertura da curva de juros, aumento das inflações implícitas e maior incerteza fiscal. A Warren Rena estimou que o mercado devolveu cerca de 140 pontos-base nos juros de 10 anos ligados à expectativa de uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro e acrescentou um prêmio pelo risco fiscal; passou a prever manutenção em vez de corte. O BNP Paribas intitulou a prévia “precaução em meio à deterioração”.

O que o Copom disse antes

No comunicado da decisão anterior, o comitê projetava inflação de 3,2% no começo de 2028, o “horizonte relevante” de suas decisões, e afirmou que a magnitude total do ciclo seria definida “à luz de novas informações”. Entre os riscos, listou a desancoragem das expectativas, hoje em debate.

O que observar

A curva de juros precifica, segundo a CNN Brasil, alta de 0,75 ponto na Selic antes do fim de 2027. Também é esperado que o boletim Focus, divulgado nesta terça, mostre inflação mais alta de 2027 a 2030 e trajetória mais restritiva da Selic; até a edição anterior, a mediana apontava corte agora. Para Sergio Goldenstein, ex-BC, a comunicação após a decisão será decisiva para avaliar as condições de retomar cortes. Contratos e projeções são apostas de mercado, não decisão: o resultado só vale quando o Copom anunciar na quarta.

Fonte consultada em 3 de novembro de 2026, às 6h16: CNN Brasil, reportagem das 4h06, lida na íntegra.

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