Donald Trump já enfrentou uma eleição de meio de mandato, em 2018, em sua primeira passagem pela Casa Branca, e o resultado foi dividido: os republicanos ampliaram a vantagem no Senado, mas perderam o controle da Câmara dos Representantes, segundo a CNN Brasil. Os eleitores votam de novo nesta terça-feira (3).
O que aconteceu em 2018
Antes daquela eleição, os republicanos tinham 51 senadores, contra 47 democratas e dois independentes alinhados à oposição. Depois, passaram a ter 53 cadeiras, e os democratas ficaram com 45, além dos dois independentes. Na Câmara, o partido de Trump perdeu 42 assentos e deixou de ter maioria: os democratas conquistaram 235 cadeiras, contra 199 dos republicanos, segundo a CNN Brasil.
O que há de diferente agora
Segundo a mesma reportagem, os republicanos enfrentam pressão dos preços de combustíveis e alimentos e da guerra no Irã, e pesquisas apontaram vantagem democrata em diferentes momentos da campanha. Uma pesquisa Quinnipiac de 10 de setembro mostrou 49% dos eleitores querendo os democratas no comando da Câmara, contra 38% pelos republicanos. Como o voto não é obrigatório nos EUA, o comparecimento pesa: a Reuters/Ipsos indicou 46% dos democratas “muito entusiasmados” com a votação, contra 31% dos republicanos.
Na véspera, a Reuters/Ipsos, divulgada na segunda (2), manteve a aprovação de Trump em cerca de 32%, pouco acima da mínima histórica de 31% de duas semanas antes. No voto genérico para o Congresso, 46% dos eleitores registrados disseram que votariam nos democratas e 38% nos republicanos, vantagem de oito pontos, menor que os 11 da semana anterior; a pesquisa ouviu 1.765 adultos pela internet, com margem de erro de dois pontos. Cerca de metade dos independentes registrados disse ver o voto como manifestação contra Trump.
Pesquisa é retrato, não resultado. O quadro completo, com Câmara, Senado e o que muda conforme o resultado, está em Midterms nos EUA: o que está em jogo; sobre os números da Reuters/Ipsos, veja Aprovação de Trump fica em 32% na véspera.
Fonte lida na íntegra em 3 de novembro, às 0h25: CNN Brasil, texto de 3 de novembro, 0h01.






















