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Lula deve se aproximar do MDB do Norte e Nordeste, diz reportagem

Segundo apuração do Estadão/Broadcast, Renan Filho e Helder Barbalho devem ser os principais interlocutores; diretórios do Sul e do Sudeste, que endossaram Flávio, ficariam à distância.

Montagem com retratos lado a lado do senador Renan Filho (MDB-AL), à esquerda, e do senador eleito Helder Barbalho (MDB-PA), à direita.
Montagem com retratos de arquivo de Renan Filho (Agência Senado/Rodrigo Viana, 2023, CC BY 2.0) e de Helder Barbalho (MDB Nacional, 2023, CC BY 2.0). As fotos não registram o fato noticiado. Origem da foto de Renan Filho. Origem da foto de Helder Barbalho. Condição de uso.

O presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve se aproximar dos diretórios do MDB que o apoiaram no segundo turno, o que daria prioridade a integrantes do Norte e do Nordeste no início do quarto mandato. A informação é do Estadão/Broadcast, em reportagem de bastidores publicada neste domingo (1º), que cita fontes não identificadas.

Segundo a reportagem, os principais interlocutores do partido com o Planalto devem ser o senador e ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB-AL) e o ex-governador do Pará e senador eleito Helder Barbalho. Não há, até aqui, confirmação do governo nem do partido.

Quem apoiou Lula e quem ficou com Flávio

De acordo com o Estadão, apoiaram a reeleição de Lula os diretórios do MDB do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia. Já 17 diretórios, encabeçados pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e pelo presidente nacional do partido, Baleia Rossi, decidiram endossar o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL).

Por isso, afirma a reportagem, Lula tende a manter distância do MDB do Sul e do Sudeste. As fontes ouvidas também apontam como obstáculo a declaração de Nunes durante a eleição, quando criticou a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de prorrogar em duas horas a votação em urnas que ainda não tinham sido fechadas. A prorrogação atendeu a pedido da campanha de Lula; a de Flávio também havia pedido o prolongamento, segundo o jornal.

O histórico do MDB no governo

A reportagem lembra que o MDB foi um dos principais aliados de Lula no terceiro mandato e ajudou a aprovar votações importantes, sobretudo na área econômica. O partido começou o governo com três ministérios (Planejamento e Orçamento, Cidades e Transportes); a pasta do Planejamento foi perdida quando Simone Tebet migrou para o PSB. Na pré-campanha, chegou a ser ventilada a ideia de um emedebista na chapa, e o nome de Helder Barbalho foi citado, mas, segundo o Estadão, a discussão não avançou, e Lula confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como vice. O MDB ficou neutro no primeiro turno e se dividiu no segundo.

O que ainda está em aberto

Não há anúncio de ministérios nem de acordo formal com o partido. A mesma reportagem diz que Lula também busca atrair o PSD e privilegiar indicações feitas pelas cúpulas partidárias, e não por grupos de cada legenda no Congresso. Sobre o PSD, veja Kassab diz que governo já procurou o partido; sobre a estratégia de atrelar espaço no governo a votos, veja Lula quer condicionar espaço do centrão a votos.

Informação atribuída à reportagem do Estadão/Broadcast, publicada em 1/11/2026, às 5h30. Fonte única, com fontes anônimas; Os Poderes não confirmou de forma independente.

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