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Kassab diz que governo Lula já procurou o PSD e vê relação mais profunda

Presidente do PSD condiciona aproximação a sinais de equilíbrio fiscal e a uma sinalização ao centro; diz não ver nova candidatura de um Bolsonaro em 2030.

Gilberto Kassab, à direita, aperta a mão do deputado Marco Maia, à esquerda, em Brasília
Gilberto Kassab (à direita) cumprimenta Marco Maia, em Brasília, em 7 de novembro de 2011. Foto de arquivo: Antonio Cruz/ABr — CC BY 3.0 BR. A imagem não registra a entrevista atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “já procurou” o partido depois da eleição e que, se medidas econômicas de equilíbrio fiscal forem adotadas, o PSD poderá ter “uma relação mais profunda” com o Planalto. A declaração está em entrevista à newsletter Jogo Político, do jornal O Globo, publicada às 3h30 de sábado (31).

O que Kassab condiciona

Segundo ele, Lula precisa unir o país e ampliar o apoio, algo que, na avaliação do dirigente, não conseguiu no terceiro mandato, e deve pôr na economia alguém no perfil de Antonio Palocci e Henrique Meirelles, que trouxeram “tranquilidade e equilíbrio fiscal” no primeiro mandato. “O governo precisa sinalizar para o centro”, disse. Kassab lembrou que, em 2023, o PSD decidiu que daria “compreensão” a filiados que aceitassem convite do Planalto, e afirmou que não está no seu horizonte voltar a um ministério, mas que não descarta.

O PSD ficou neutro no segundo turno, enquanto União Brasil, PP, Republicanos e MDB declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), segundo o jornal. O partido teve os ministérios da Agricultura, de Minas e Energia e da Pesca no governo atual.

O resultado do PSD nas urnas

De acordo com a reportagem, o PSD elegeu cinco governadores, entre eles Raquel Lyra, em Pernambuco, mas perdeu no Rio (Eduardo Paes), em Minas Gerais (Mateus Simões) e na sucessão de Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR). Na Câmara, a bancada passou de 48 para 43 deputados; no Senado, de 13 para 5 senadores. Sobre o Rio, Kassab disse que o partido contesta no Supremo Tribunal Federal a decisão do TSE e quer o segundo turno, e rejeitou a ideia de “tapetão”: “É um direito que temos diante de uma injustiça”.

Direita e anistia

Kassab disse não ver mais candidatura de um Bolsonaro em 2030: o pai segue inelegível, Flávio e Eduardo Bolsonaro saíram do país e ele não vê essa vocação em Carlos. Sobre Tarcísio de Freitas, afirmou que “precisa fazer um bom governo de novo” e que 2030 “está muito longe”. Questionado sobre uma anistia a Jair Bolsonaro, que o jornal atribui a uma articulação de Davi Alcolumbre, disse que o PSD nunca fechou questão, mas que, pessoalmente, “seria positivo”.

O que ainda não está definido

A entrevista é a única fonte desta matéria; o Planalto não foi ouvido pelo jornal na publicação consultada, e não há anúncio de convite formal ao PSD nem de nomes para ministérios. Como o Os Poderes mostrou, Lula quer condicionar o espaço do centrão no governo a votos no Congresso, e Tarcísio descartou a volta de Kassab ao secretariado paulista.

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