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Novo diz que não reconhece vitória de Lula e cita três ações contra a chapa

Presidente do partido afirmou ao g1 que a posição não vai mudar enquanto as ações seguirem na Justiça; 27 legendas já reconheceram o resultado e o Mobiliza não se manifestou.

Romeu Zema, de óculos e terno escuro, fala a microfones de emissoras no Senado
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, em entrevista no Senado, em 17/12/2024. Foto de arquivo: Andressa Anholete/Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra a posição do partido sobre o resultado da eleição. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Novo continua sem reconhecer a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o g1, o presidente do partido, Eduardo Ribeiro, disse que a posição “não vai mudar” porque seria “contraditório” reconhecer uma chapa que a sigla ainda contesta na Justiça. Ele afirmou que o Novo tem três ações contra a chapa Lula-Alckmin, todas ajuizadas antes da eleição. O Os Poderes não consultou os processos; a informação é do dirigente, relatada pelo g1.

O que o partido disse

Em publicação nas redes sociais, Ribeiro afirmou que o PT “usou como nunca a máquina pública e o STF” e que cabe à Justiça “cumprir seu papel”. Segundo o g1, ele se referia à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo, que prorrogou a votação até as 19h do dia 25, pedido também feito pelo PL. A publicação não traz provas das acusações; o texto do g1 também não apresenta.

O quadro entre os partidos

O Tribunal Superior Eleitoral atestou a regularidade do processo e reconheceu a vitória de Lula no domingo (25), depois da totalização. De acordo com o g1, 27 partidos divulgaram manifestações reconhecendo o resultado, entre eles o PL, de Flávio Bolsonaro, o União Brasil, o MDB, o PSD e o Republicanos. O Mobiliza ainda não se manifestou. Antes, o balanço de 29 de outubro mostrava só o Mobiliza em silêncio; agora o Novo é o único que declara expressamente não reconhecer o resultado.

Ribeiro disse que o Novo ficará “de portas abertas” a quem se identifique com a legenda e que não pretende entrar em “rusgas da direita”. O g1 relata, com base em apuração própria, que a postura faz parte de uma estratégia de apostar em um racha da direita, sobretudo no PL, em torno de aderir ou não ao discurso de Flávio Bolsonaro de não reconhecer o resultado. O partido não se manifestou sobre a carta de Flávio divulgada depois de ele deixar o país (entenda o caso).

O que falta saber

  • Se as três ações citadas serão julgadas e em que prazo; o Os Poderes não teve acesso aos autos.
  • Se haverá mudança de posição do Mobiliza, que seguia sem manifestação até a publicação do g1.

O Novo havia lançado Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, na disputa presidencial deste ano; segundo o g1, Zema criticou Flávio Bolsonaro depois da revelação de áudios com o dono do Banco Master. A foto de arquivo desta matéria é de Zema e não registra a posição atual do partido.

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