Os partidos que declararam apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara somam 338 deputados, 81 a mais que os 257 votos necessários para vencer em primeiro turno, segundo levantamento publicado neste domingo (1º) pelo Poder360. A votação está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Quem apoia
A aliança reúne siglas do Centrão e da esquerda: PT, União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, PSB, PDT e Podemos, além da federação Solidariedade-PRD. O PT anunciou o apoio na terça-feira (27). Com isso, são 12 partidos, contando separadamente as legendas da federação, de acordo com a reportagem.
A federação Psol-Rede, com 15 deputados, pode aderir; a decisão deve sair depois de reunião da bancada na terça-feira (3). Um dos integrantes disse ao jornal que o apoio passa por “isolar o PL”. O líder do PT, Pedro Uczai (SC), afirmou que a prioridade do partido é impedir que o PL conquiste as presidências da Câmara e do Senado. O PT também negocia espaço na Mesa Diretora, como a 1ª Secretaria ou uma vice-presidência, e o comando de comissões como CCJ, CMO e Finanças e Tributação, conforme o texto.
A oposição
O PL terá 121 deputados, a maior bancada, e com o Novo soma 131. Segundo a reportagem, os dois ainda não definiram nome para disputar a presidência da Câmara; os deputados Sóstenes Cavalcante (RJ) e Altineu Côrtes (RJ) foram mencionados como possíveis candidatos. A escolha deve ser discutida na reunião da bancada do PL na quarta-feira (4). Sem candidatura definida e com base menor, diz o jornal, o PL corre o risco de perder espaço na distribuição de cargos e de comissões estratégicas.
O que isso significa
O número é a soma das bancadas dos partidos que declararam apoio, não uma contagem de votos: o voto é de cada deputado, e adesões de partido podem não se confirmar. Motta foi eleito em 1º de fevereiro de 2025 com 444 votos, a segunda maior votação para o cargo desde a redemocratização, segundo a reportagem.
Veja também o que o PL planejava para a Câmara e o Senado e o cálculo do governo sobre a base na Câmara.






















