Congresso

Randolfe propõe que candidatos liberem dados bancários e telefônicos

PL 5.648/2026 prevê autorizações de acesso da Justiça Eleitoral a registros dos cinco anos anteriores ao registro de candidatura; texto ainda não foi distribuído às comissões.

O senador Randolfe Rodrigues, de óculos e terno azul, fala a microfones de emissoras no Senado.
Senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) em entrevista no Senado, em 8/10/2025. Foto de arquivo: Agência Senado — CC BY-SA 4.0. Origem da fotografia. Condição de uso.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentou o PL 5.648/2026, que obriga candidatos a autorizar o compartilhamento de dados bancários e telefônicos com a Justiça Eleitoral. A proposta altera a Lei das Eleições (Lei 9.504/1997). A informação é da Agência Senado, de 27 de outubro, republicada pelo Poder360 em 1º de novembro.

O que o projeto prevê

  • dados bancários: informações financeiras dos cinco anos anteriores ao pedido de registro da candidatura;
  • registros telefônicos: histórico de chamadas e mensagens enviadas e recebidas nos cinco anos anteriores;
  • aplicativos de mensagens: registros de comunicações pela internet nos seis meses anteriores.

Candidatos eleitos e seus cônjuges ou companheiros teriam de manter as autorizações durante o mandato. Para quem não for eleito, as autorizações adicionais perdem o efeito. As autorizações e os documentos apresentados seriam publicados no site da Justiça Eleitoral, anualmente no caso dos eleitos.

A justificativa

Na justificativa, Randolfe diz que a medida permitiria aos eleitores acompanhar a evolução financeira e as relações dos candidatos e fiscalizar a atuação deles depois da eleição.

O que falta

O projeto foi apresentado ao Senado e ainda não foi distribuído às comissões temáticas. Para virar lei, precisa ser aprovado pelo Congresso e sancionado pela Presidência da República. Trata-se de proposta de um parlamentar, sem apoio declarado do governo ou de partidos nas fontes consultadas. O Os Poderes baseou-se no texto do Poder360, sem leitura direta do projeto no sistema do Senado.

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