O presidente Lula confirmou presença em quatro eventos internacionais até o fim do ano, depois de aguardar o resultado do segundo turno, segundo reportagem da CNN Brasil publicada neste domingo (1º). A agenda inclui a COP31, na Turquia, a cúpula da Asean, nas Filipinas, a cúpula do Mercosul, no Uruguai, e o G20, nos Estados Unidos.
O calendário
- COP31 (conferência do clima da ONU), em Antália, na Turquia, em 11 e 12 de novembro. O Brasil passará à Turquia a presidência da conferência, exercida na COP30, em Belém.
- Asean (bloco de países do Sudeste Asiático), em Manila, nas Filipinas, em 14 e 15 de novembro. Lula incluiu uma visita de Estado às Filipinas no dia 13, com previsão de acordos bilaterais.
- Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai, em 4 e 5 de dezembro, quando termina a presidência temporária uruguaia.
- G20, na Flórida, nos Estados Unidos, em dezembro, em evento presidido por Donald Trump. A reportagem informa as datas de forma divergente: 14 e 15 de dezembro na lista e 15 e 16 no texto.
Segundo a reportagem, o chanceler Mauro Vieira despachou com Lula no Palácio da Alvorada na semana passada para obter o aval aos compromissos. O governo busca ampliar negócios com o Sudeste Asiático; a Asean reúne 11 países, com PIB estimado em US$ 4 trilhões.
Argentina e Estados Unidos
No Mercosul, Lula poderá encontrar o presidente argentino, Javier Milei, se ele comparecer; Milei cancelou a ida à cúpula de junho, em Assunção. A relação bilateral piorou: segundo a reportagem, Lula chamou de volta o embaixador em Buenos Aires e o governo argentino não emitiu comunicado reconhecendo a vitória do petista. A equipe internacional do Planalto não vê, por ora, condições políticas para autorizar o retorno do embaixador argentino, em meio à discussão sobre a participação do governo Milei na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. O chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, descartou atuar como mediador.
No G20, ainda não há encontro bilateral pré-agendado entre Lula e Trump, de acordo com a reportagem. Seria a primeira vez que os dois ficariam no mesmo ambiente desde a ida de Flávio aos EUA. A CNN Brasil lembra que Trump não parabenizou Lula pela vitória e sugeriu, sem apresentar provas, que a votação teria sido fraudada, embora tenha dito que gosta do presidente. A última reunião entre os dois foi em maio, na Casa Branca.
O que ainda é incerto
O texto trata de compromissos confirmados pelo presidente, mas a presença de Milei no Mercosul e um encontro com Trump dependem de decisões de terceiros e não estão definidos. Sobre o caso Flávio nos EUA, veja o que Trump disse sobre o senador.






















