O Itaú elevou em 1,5 ponto percentual sua projeção de inflação para 2027, para 6,1% pelo IPCA, e reduziu a estimativa de crescimento do PIB do mesmo ano de 1,2% para 0,5%, segundo reportagem da CNN Brasil publicada neste domingo (1º), às 4h. Outras instituições revisaram ou preparam revisões após a vitória de Lula e a alta do dólar, que subiu 9,17% na semana depois da eleição, de acordo com a reportagem. O número de 6% que aparece no título da reportagem é a projeção de uma única casa; as demais citadas ficam entre 4,5% e 5,5%. Este portal leu a reportagem, não os relatórios das instituições.
O que cada casa projeta, segundo a reportagem
| Instituição | Projeção ou revisão para 2027 |
|---|---|
| Itaú | IPCA de 6,1% (+1,5 p.p.); PIB de 0,5% (antes, 1,2%) |
| Daycoval | pretende subir o IPCA de 4,2% para 4,7% |
| ASA | PIB de 0%, com risco de recessão |
| Warren | IPCA de 5,2%; pode somar 0,3 p.p. pela CBS e passar de 5,5% com estímulo fiscal |
| Lifetime | planeja revisar o IPCA para acima de 5%, sem número divulgado |
| Banco Pine | IPCA de 4,5%; pode revisar |
| Focus (mediana) | IPCA de 4,34%, em alta há semanas |
A reportagem diz ainda que XP e Bradesco estão revisando cenários e que o Bradesco deve apresentar o novo quadro na sexta-feira (6). Várias das revisões, portanto, são anunciadas ou previstas, não concluídas.
O que pesa nas projeções
A reportagem cita o dólar, o fim da escala 6×1, o El Niño, a reforma tributária (CBS), os combustíveis e a política fiscal. Uma possível isenção de tarifas de transporte aos fins de semana aparece como fator que poderia puxar a inflação para baixo. A estrategista Andréa Angelo, da Warren, é a fonte do cálculo sobre o efeito da CBS. O texto lembra que o cenário fiscal segue indefinido: o Orçamento de 2027 não foi aprovado e o novo ministro da Fazenda não foi indicado.
Contexto
Este portal já havia mostrado, a partir da Folha de S.Paulo, que economistas elevaram as projeções de inflação para 2027 com o dólar e o El Niño; a disputa interna sobre quem comandará a Fazenda está nesta matéria. A mediana do Focus de 26/10, de 4,34% para 2027, foi coletada antes da eleição; a próxima edição, prevista para terça-feira (3), mostrará se o mercado incorporou o novo cenário.






















