O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), criticou neste domingo (1º) o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo aumento do ICMS sobre o diesel previsto para 2027. Em vídeo nas redes sociais, Boulos não menciona que o reajuste foi aprovado de forma colegiada, no Confaz, por representantes de todos os estados, inclusive governos ligados ao PT. A informação é do Poder360.
O que Boulos disse
Segundo a reportagem, o ministro afirmou que o governador paulista decidiu aumentar o imposto estadual sobre o diesel e que o tributo iria de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Ele contrapôs a medida à postura do presidente Lula, que, nas palavras de Boulos, segura o preço do combustível para não elevar o custo de vida e o frete dos caminhoneiros. E cobrou: “Não dá para ter um discurso na eleição e a prática ser outra, Tarcísio?”
O que o Confaz decidiu
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), formado pelos secretários de Fazenda dos 27 estados e do Distrito Federal e presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, aprovou na terça-feira (27) novo aumento do ICMS sobre combustíveis, com vigência a partir de fevereiro de 2027. O despacho cita o “cenário de instabilidade mundial dos preços dos derivados de petróleo”. A decisão, portanto, partiu de governadores de diferentes espectros políticos, e não apenas de São Paulo. Os percentuais por combustível estão na matéria sobre o reajuste.
Subvenção federal
No mesmo dia 27, o governo Lula anunciou a renovação, por mais 30 dias, da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel vendido no país, criada para conter os efeitos da guerra no Irã. Segundo dados do próprio Planalto citados pelo Poder360, o custo total dessas subvenções superava R$ 32 bilhões no fim de agosto.
O que falta
O Poder360 procurou Tarcísio para comentar o vídeo e não obteve resposta até a publicação da reportagem. Este texto será atualizado se o governador se manifestar.





















