O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou neste sábado (31) que a Força Nacional vai ampliar o efetivo e a presença em Mato Grosso do Sul para proteger aldeias Guarani Kaiowá, segundo texto da Agência Brasil republicado pelo Poder360. O anúncio ocorreu durante visita a aldeias na fronteira com o Paraguai, depois de denúncias de violência contra indígenas na região ganharem repercussão nas redes sociais.
O que foi anunciado
Além do reforço numeral, a Força Nacional vai adotar um procedimento chamado “minuto a minuto”, em que as equipes ficam no terreno, disponíveis para se deslocar a qualquer ocorrência com aparência criminosa ou grave e acionadas pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais. Segundo o ministro, o programa vai informar, por imagem e detecção do tipo de ocorrência, e sempre que possível indicar autoria e materialidade. O texto não informa quantos agentes serão acrescentados.
A visita
Lima e Silva e os ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos, visitaram as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos de violência, e a comitiva foi à região depois das denúncias (veja a matéria sobre os 38 casos registrados pela Apib).
O que Terena disse
A aldeia Sassoró foi alvo de uma ameaça de envenenamento da água, segundo um áudio que circulou em grupos de Tacuru; a suspeita é de que haja participação de um servidor municipal. Terena afirmou que a Polícia Federal já ouviu os suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será reforçado (veja a matéria sobre a admissão dos áudios por servidores). Ele disse que o ministério recebeu 10 casos depois de filtrar as denúncias, 4 deles em Mato Grosso do Sul, e que, na análise preliminar, apenas o do envenenamento tem ligação direta com crime político; os demais não foram descartados, e o ministro ressaltou que alguns casos citados ocorreram em outros momentos.
Proteção às vítimas
O Ministério dos Direitos Humanos informou que colocará o Programa de Proteção à disposição das vítimas desses casos; mais de 80 indígenas de Mato Grosso do Sul já participam do programa, segundo a pasta. As informações vêm de texto secundário, e a íntegra das falas dos ministros e o efetivo atual da Força Nacional na região não foram verificados em fonte primária.






















