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Vereador do PT quer declarar Flávio persona non grata em São Paulo

Dheison Silva diz que vai protocolar moção de repúdio na Câmara Municipal; o texto é simbólico, não impõe restrição jurídica e ainda não aparece no sistema da Casa.

Montagem com o senador Flávio Bolsonaro cercado de jornalistas, à esquerda, e o prédio da Câmara Municipal de São Paulo, o Palácio Anchieta, visto do alto, à direita
Montagem: o senador Flávio Bolsonaro em entrevista no Senado (foto de arquivo, 30/4/2026) e o Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo (foto de arquivo, 2010). Fotos de arquivo: Senado Federal — CC BY-SA 4.0; Henrique Boney — CC BY-SA 3.0. A imagem não registra a moção. Origem da foto do senador. Origem da foto do prédio. Condição de uso (4.0). Condição de uso (3.0).

O vereador paulistano Dheison Silva (PT) anunciou que vai protocolar uma moção de repúdio na Câmara Municipal de São Paulo para declarar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “persona non grata” na capital paulista. A informação foi divulgada pelo vereador nas redes sociais e noticiada pelo Poder360 na noite deste sábado (31).

O que diz o vereador

Na gravação, Dheison associa a iniciativa à saída de Flávio do país. Ele afirma que o senador “tem que respeitar a democracia” e classifica o ato como vergonhoso. O pedido surge na repercussão da viagem de Flávio aos Estados Unidos, depois de perder a eleição presidencial e de ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes, segundo o Poder360.

O alcance da moção

A declaração de “persona non grata” tem caráter político e simbólico: não estabelece restrições jurídicas nem impede a circulação do senador pela cidade. Para ser aprovada, a moção precisa do voto favorável da maioria dos vereadores em plenário. Até a publicação da reportagem, o texto ainda não constava da consulta pública do SPLegis, o sistema eletrônico da Câmara Municipal.

Resposta da defesa

O Poder360 questionou a defesa de Flávio sobre a iniciativa e não obteve resposta até a publicação. O Os Poderes não encontrou, nas fontes lidas, manifestação do senador sobre a moção.

O contexto

Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), com a mulher e as duas filhas, de acordo com o Poder360. A eleição presidencial foi decidida em 25 de outubro, quando o TSE declarou a vitória de Lula, com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio. Os desdobramentos do caso, como a atuação do ministro Alexandre de Moraes e a posição do governo americano, estão na cobertura principal do caso e na matéria sobre o primeiro vídeo de Flávio nos EUA.

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