A articulação política do governo Lula calcula que terá, a partir de 2027, uma base fiel de cerca de 200 deputados federais e uma oposição ferrenha de tamanho equivalente na Câmara, que tem 513 cadeiras. Os pouco mais de 100 restantes são vistos como “em disputa”. A informação é da coluna Painel, da Folha, publicada neste sábado (31) e atualizada às 18h51.
O grupo que decide
Segundo a coluna, o bloco “em disputa” é formado sobretudo por partidos do centrão e vai se posicionar conforme o tema de cada votação. É também o mais sujeito a pressões da opinião pública, a interesses locais e à liberação de emendas. A leitura do governo é que Lula terá vida mais difícil depois de 2027, com a nova composição do Legislativo e o crescimento da direita, mas vê possibilidade de construir uma maioria para governar.
O Senado
No Senado, diz a coluna, a situação é “mais dramática”, por causa do forte crescimento dos partidos de direita. Ainda assim, o governo vê esperança de uma relação produtiva com senadores de oposição, inclusive do PL, já que vários têm trajetória de centro e só se filiaram à legenda por conveniência eleitoral. A coluna cita Efraim Moraes (PB), Reinaldo Azambuja (MS) e Domingos Sávio (MG) como mais abertos ao diálogo, e diz o mesmo de senadores do União Brasil e do PP.
O que isso muda
Os números são uma estimativa da própria articulação do governo, relatada pela coluna, e não uma contagem independente nem uma lista nominal de parlamentares. Não há, nas fontes lidas, a composição final de bancadas nem o critério usado para classificar cada deputado. O cálculo ajuda a entender as disputas que já aparecem: o PL deve apoiar a reeleição de Hugo Motta na Câmara e insistir em Rogério Marinho no Senado, e a PEC da Segurança Pública está na pauta do Senado de terça (3).
A foto de abertura é de arquivo, de 3/2/2025, e não registra a contagem atual de votos.






















