Congresso

Governo Lula calcula base fiel de 200 deputados e 100 “em disputa”, diz coluna

Cálculo da articulação política, segundo a coluna Painel, da Folha, vê oposição ferrenha de tamanho equivalente na Câmara e situação mais difícil no Senado.

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene do Congresso Nacional, com parlamentares nas bancadas
Plenário da Câmara dos Deputados em sessão solene do Congresso, Brasília, em 3/2/2025. Foto de arquivo: Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra a contagem atual de votos. Origem da fotografia. Condição de uso.

A articulação política do governo Lula calcula que terá, a partir de 2027, uma base fiel de cerca de 200 deputados federais e uma oposição ferrenha de tamanho equivalente na Câmara, que tem 513 cadeiras. Os pouco mais de 100 restantes são vistos como “em disputa”. A informação é da coluna Painel, da Folha, publicada neste sábado (31) e atualizada às 18h51.

O grupo que decide

Segundo a coluna, o bloco “em disputa” é formado sobretudo por partidos do centrão e vai se posicionar conforme o tema de cada votação. É também o mais sujeito a pressões da opinião pública, a interesses locais e à liberação de emendas. A leitura do governo é que Lula terá vida mais difícil depois de 2027, com a nova composição do Legislativo e o crescimento da direita, mas vê possibilidade de construir uma maioria para governar.

O Senado

No Senado, diz a coluna, a situação é “mais dramática”, por causa do forte crescimento dos partidos de direita. Ainda assim, o governo vê esperança de uma relação produtiva com senadores de oposição, inclusive do PL, já que vários têm trajetória de centro e só se filiaram à legenda por conveniência eleitoral. A coluna cita Efraim Moraes (PB), Reinaldo Azambuja (MS) e Domingos Sávio (MG) como mais abertos ao diálogo, e diz o mesmo de senadores do União Brasil e do PP.

O que isso muda

Os números são uma estimativa da própria articulação do governo, relatada pela coluna, e não uma contagem independente nem uma lista nominal de parlamentares. Não há, nas fontes lidas, a composição final de bancadas nem o critério usado para classificar cada deputado. O cálculo ajuda a entender as disputas que já aparecem: o PL deve apoiar a reeleição de Hugo Motta na Câmara e insistir em Rogério Marinho no Senado, e a PEC da Segurança Pública está na pauta do Senado de terça (3).

A foto de abertura é de arquivo, de 3/2/2025, e não registra a contagem atual de votos.

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