O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ficar no país “o tempo que quiser”, mas que não tem planos de se encontrar com ele, segundo a CNN Brasil. A declaração foi dada a repórteres no clube de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
O que Trump disse
De acordo com a CNN Brasil, Trump disse que, na opinião dele, a eleição brasileira foi uma vergonha e que Flávio foi muito maltratado. O presidente americano não apresentou, nos trechos divulgados, dados ou documentos que sustentem a avaliação. A eleição foi decidida em 25 de outubro, quando o Tribunal Superior Eleitoral declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, segundo o Poder360.
Washington já sinalizava distância
Mais cedo no sábado, O Globo publicou, com base em reportagem da Reuters, que o governo Trump não deve apoiar a decisão de Flávio de se declarar “líder do Brasil” (veja a matéria sobre o relato da Reuters). As fontes ouvidas pela agência disseram que a Casa Branca está relutante em abrir uma nova crise com o Brasil, mas que o presidente pode mudar de ideia. Segundo O Globo, Flávio planeja ir a Washington na semana que vem para tentar abrir uma interlocução direta com integrantes do governo americano.
O que ainda não está claro
Permanecer nos Estados Unidos “o tempo que quiser” não equivale a asilo nem a outro status migratório: nas fontes lidas, Trump não tratou de visto, asilo ou proteção contra a ordem do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a apreensão dos passaportes do senador. A indicação da alfândega americana já divulgada aponta permissão de permanência até outubro de 2027. Também não há, nas fontes lidas, manifestação de Flávio sobre a fala de Trump. O secretário de Estado, Marco Rubio, negou neste sábado que o governo americano tenha ajudado na saída do senador do Brasil; veja a matéria sobre a negativa.
O contexto
Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), com a família, e fez a primeira aparição em vídeo na sexta (30), quando disse que pretende seguir à frente da oposição de fora do país; leia sobre a live nos Estados Unidos e acompanhe a cobertura principal do caso.






















