EUA

Trump diz que Flávio pode ficar nos EUA, mas não planeja encontrá-lo

Em Palm Beach, o presidente americano chamou a eleição brasileira de vergonha e disse que o senador foi maltratado; antes, fontes disseram que Washington evitaria endossá-lo como líder.

Montagem lado a lado: Donald Trump, de smoking, diante de jornalistas, e o senador Flávio Bolsonaro dando entrevista à TV Senado
Montagem com fotos de arquivo: Donald Trump (The White House, 31/12/2019, domínio público) e Flávio Bolsonaro (Agência Senado, 24/06/2025, CC BY 4.0). As imagens não registram a declaração atual. Origem da foto de Trump. Origem da foto de Flávio. Condição de uso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode ficar no país “o tempo que quiser”, mas que não tem planos de se encontrar com ele, segundo a CNN Brasil. A declaração foi dada a repórteres no clube de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

O que Trump disse

De acordo com a CNN Brasil, Trump disse que, na opinião dele, a eleição brasileira foi uma vergonha e que Flávio foi muito maltratado. O presidente americano não apresentou, nos trechos divulgados, dados ou documentos que sustentem a avaliação. A eleição foi decidida em 25 de outubro, quando o Tribunal Superior Eleitoral declarou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, segundo o Poder360.

Washington já sinalizava distância

Mais cedo no sábado, O Globo publicou, com base em reportagem da Reuters, que o governo Trump não deve apoiar a decisão de Flávio de se declarar “líder do Brasil” (veja a matéria sobre o relato da Reuters). As fontes ouvidas pela agência disseram que a Casa Branca está relutante em abrir uma nova crise com o Brasil, mas que o presidente pode mudar de ideia. Segundo O Globo, Flávio planeja ir a Washington na semana que vem para tentar abrir uma interlocução direta com integrantes do governo americano.

O que ainda não está claro

Permanecer nos Estados Unidos “o tempo que quiser” não equivale a asilo nem a outro status migratório: nas fontes lidas, Trump não tratou de visto, asilo ou proteção contra a ordem do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a apreensão dos passaportes do senador. A indicação da alfândega americana já divulgada aponta permissão de permanência até outubro de 2027. Também não há, nas fontes lidas, manifestação de Flávio sobre a fala de Trump. O secretário de Estado, Marco Rubio, negou neste sábado que o governo americano tenha ajudado na saída do senador do Brasil; veja a matéria sobre a negativa.

O contexto

Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), com a família, e fez a primeira aparição em vídeo na sexta (30), quando disse que pretende seguir à frente da oposição de fora do país; leia sobre a live nos Estados Unidos e acompanhe a cobertura principal do caso.

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