Congresso

Vitória democrata pressiona tarifaço de Trump, mas não o derruba, diz Trad

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado diz que o resultado abre espaço para investigações e questionamentos, mas não reverte tarifas automaticamente; ele promete audiência pública.

O senador Nelsinho Trad, de terno escuro e gravata azul, conversa durante evento no Senado Federal
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), em seminário no Senado, em 28 de novembro de 2018. Foto de arquivo: Marcos Oliveira/Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra a declaração atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, avaliou que a vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA pode ampliar a pressão política sobre o governo de Donald Trump, inclusive sobre o tarifaço contra o Brasil. Para ele, o resultado não significa reversão automática das tarifas.

O que Trad disse

  • Pressão, não reversão: a conquista das duas Casas pelos democratas abre espaço para pressão política, investigações e questionamentos sobre os fundamentos das medidas comerciais; qualquer mudança efetiva nas tarifas dependerá dos mecanismos institucionais disponíveis ao Congresso americano.
  • Efeito além do Brasil: a disputa entre os poderes em Washington pode influenciar decisões sobre tarifas, acordos comerciais e regras que afetam parceiros dos EUA, num momento de reorganização do comércio internacional.
  • Recomendação ao governo Lula: o senador defende que o governo acompanhe o confronto comercial entre Washington e Pequim, as investigações comerciais, eventuais novas sobretaxas e mudanças nas regras de acesso a mercados, mantenha atuação na Organização Mundial do Comércio e busque ampliar acordos.
  • Audiência: Trad disse que vai promover audiência pública na CRE para discutir o papel da indústria brasileira nesse cenário; data não informada na reportagem lida.

O quadro nos EUA

Segundo contagem da imprensa americana citada na reportagem, os democratas têm ao menos 54 das 100 cadeiras do Senado, contra 44 republicanas, e controlam também a Câmara. Com as duas Casas, a oposição poderá dificultar a aprovação de propostas, rejeitar indicações presidenciais e investigar o governo. São projeções de imprensa, não resultado oficial; a apuração segue em alguns estados.

Contexto

A avaliação é a de um parlamentar brasileiro, não uma decisão do governo ou do Congresso americano. O ministro Márcio Elias Rosa já disse que o resultado não muda a negociação do tarifaço; veja também o que analistas dizem sobre tarifas e América Latina e a cobertura geral das midterms.

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