Economia

Brasil cria 121,3 mil empregos formais em setembro, abaixo do esperado

Saldo do Caged é 43,5% menor que o de setembro de 2025; projeções de agentes financeiros apontavam 156 mil vagas.

Fachada do edifício que abriga o Ministério do Trabalho e o Ministério da Fazenda na Esplanada, em Brasília, com pedestres e árvores em frente
Fachada do edifício do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, em setembro de 2017. Foto de arquivo: Marcos Oliveira/Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra a divulgação do Caged. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Brasil criou 121.305 empregos formais em setembro de 2026, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é a diferença entre 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos no mês.

O saldo ficou abaixo das projeções de agentes financeiros, que indicavam cerca de 156 mil vagas, e 43,5% abaixo do registrado em setembro de 2025, quando foram criados 214.609 postos.

O que mostram os dados

  • Tipo de vaga: 78,1% dos postos criados no mês podem ser considerados típicos e 21,9%, não típicos.
  • Setores: de cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, quatro tiveram saldo positivo e um, negativo.
  • Salário de admissão: o valor médio real foi de R$ 2.429,41, queda de 0,05% em relação a agosto (R$ 2.430,51).
  • Estoque: subiu para 48,4 milhões de empregos formais, ante 48,2 milhões em agosto e 47,6 milhões em setembro de 2025.
  • Acumulado: 1.248.914 novos postos em 2026; em 12 meses, de outubro de 2025 a setembro de 2026, o emprego formal cresceu 1,65% (787.073 vagas).

O que fica pendente

Os números foram apresentados pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em entrevista a jornalistas. Esta matéria reproduz os dados divulgados e não traz detalhamento por setor ou por estado, que consta do relatório completo do ministério.

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