Economia

Dólar cai a R$ 5,45 e Bolsa sobe 1,2% no dia do Copom

Moeda recua 0,64% após a vitória democrata no Congresso dos EUA, mas segue 9,46% acima do nível da véspera do segundo turno; Ibovespa fecha aos 167.563 pontos.

Letras douradas "BOVESPA" sobre grade de ferro e vidros da antiga sede da Bolsa de Valores, em São Paulo.

Letreiro da Bovespa na antiga sede da Bolsa de Valores, em São Paulo, em 13 de junho de 2015. Foto de arquivo: Wilfredor — CC0. A imagem não registra o pregão desta quarta-feira (4). Origem da fotografia. Condição de uso.

O dólar fechou em queda de 0,64% nesta quarta-feira (4), a R$ 5,4518, e o Ibovespa subiu 1,23%, aos 167.563 pontos, num pregão encerrado antes da decisão do Copom, que manteve a Selic em 13,75%. Mesmo com o recuo, a moeda americana está 9,46% acima dos R$ 4,98 da véspera do segundo turno, em 25 de outubro.

O que moveu o mercado

  • Eleições nos EUA: a vitória democrata no Congresso americano ficou no centro das atenções. Para os investidores, a oposição pode dificultar a aprovação de medidas do governo de Donald Trump sobre gastos públicos, impostos e regulação.
  • Juros: a expectativa era de manutenção da Selic e de discurso mais duro do Banco Central diante da piora da inflação e da pressão fiscal. A decisão saiu depois do fechamento; veja o que o Copom decidiu.
  • Imposto Seletivo: o mercado acompanhou os sinais sobre o envio da medida provisória. O governo indicou que pretende prorrogar, em janeiro de 2027, a cobrança do IPI para setores que passarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo, o chamado imposto do pecado.

Na comparação com a véspera

Na terça-feira (3), o dólar fechou a R$ 5,49, maior valor do ano, e a Bolsa caiu 1,4%. O recuo desta quarta é, portanto, uma correção parcial, e não uma reversão da alta que veio depois da eleição brasileira.

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