Economia

Ministro diz que midterms não mudam negociação do tarifaço com os EUA

Márcio Elias Rosa afirma que o resultado das eleições americanas não altera “absolutamente nada” e espera, nesta semana ou na próxima, o esboço de acordo que os EUA devem enviar.

Retrato de Márcio Elias Rosa, de óculos e barba grisalha, falando durante uma reunião
Márcio Elias Rosa, hoje ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2018. Foto de arquivo: José Francisco Pacóla — CC BY-SA 4.0, recortada. A imagem não registra a entrevista desta terça-feira. Origem da fotografia. Condição de uso.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse ao Poder360, nesta terça-feira (3), que o resultado das eleições legislativas dos Estados Unidos não muda “absolutamente nada” nas negociações com o governo americano para reverter o tarifaço imposto ao Brasil. Ele disse esperar, nesta semana ou na próxima, um documento de referência com o esboço de um acordo.

O que o ministro disse

  • Negociação: as conversas com os americanos “ainda estão no mesmo pé”, segundo o Poder360, que ouviu o ministro na Câmara.
  • Prazo: o último encontro oficial entre as autoridades dos dois países foi em 30 de setembro, quando ficaram acertadas quatro semanas para a elaboração de um termo de referência que servirá de esboço do acordo. Para Elias Rosa, esta é a quarta semana, e o Brasil deve receber o documento a partir dela ou na seguinte.
  • Conteúdo: segundo o ministro, o termo funciona como uma espécie de “oferta”: os EUA devem indicar os setores em que gostariam de ver redução de tarifas, e o Brasil responderá em seguida. Ele afirmou que ainda não há antecipação do mérito.

O contexto das eleições americanas

Os americanos votam nesta terça para renovar toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado. O Poder360 lembra que os democratas são mais alinhados às políticas do governo Lula do que os republicanos e que, se assumirem o controle do Legislativo, poderão atuar para barrar medidas unilaterais do presidente Donald Trump, como a elevação de tarifas de que o Brasil foi alvo em 2025. A avaliação do ministro difere dessa leitura: para ele, o resultado não altera a negociação.

O que ainda está pendente

O documento dos EUA ainda não chegou e seu conteúdo não foi antecipado. As declarações são do ministro, relatadas pelo Poder360; não há, na reportagem lida, manifestação do governo americano.

Texto publicado em 3 de novembro, às 20h16, com base na reportagem do Poder360 (lida na íntegra às 20h13).

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