Congresso

Marinho diz ter 44 votos para presidir o Senado; Alcolumbre faz outra conta

Pelas contas do candidato do PL, Davi Alcolumbre teria 33 votos e Tereza Cristina, quatro; são necessários 41 dos 81. A eleição é em fevereiro de 2027, e o PL deveria oficializar a candidatura nesta quarta (4).

Montagem com retratos do senador Rogério Marinho (PL-RN), à esquerda, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), à direita
Montagem com duas fotografias de arquivo: Rogério Marinho (Agência Senado, 2023, CC BY 2.0) e Davi Alcolumbre (Governo do RS, 4/12/2025, CC BY-SA 4.0). As imagens não registram a disputa pela Presidência do Senado. Origem da foto de Marinho. Origem da foto de Alcolumbre. CC BY 2.0. CC BY-SA 4.0.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem dito a colegas que reuniria 44 dos 81 votos na disputa pela presidência do Senado, três a mais que os 41 necessários, segundo coluna publicada nesta quarta-feira (4). A conta é do próprio candidato: nela, o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição, teria 33 votos, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), quatro.

As contas e as dúvidas

A coluna registra que a conta é vista com desconfiança por parlamentares, que lembram que Marinho também garantia a eleição de Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula. Outro motivo de desconfiança, segundo o texto, é a pressão do PL para que os senadores declarem seus votos: para esses parlamentares, se a vitória estivesse assegurada, o partido não insistiria nesse ponto.

Alcolumbre faz outro cálculo. Segundo a coluna, ele acredita ter ao menos quatro votos de dissidentes do PL a seu favor. Não há contagem verificável: o número de cada lado é estimativa feita por quem disputa, e a votação só ocorre em fevereiro de 2027.

O que o PL decidiu

Na terça-feira (3), depois de reunião de líderes na sede do partido, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a candidatura de Marinho à presidência do Senado seria oficializada nesta quarta (4). O anúncio público estava previsto para depois de uma reunião marcada para as 11h.

Na Câmara, o partido ainda não definiu se apoiará a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ou se lançará candidatura própria. A decisão foi adiada para 11 de novembro, quando a bancada se reunirá com os 32 novos deputados eleitos. Sóstenes disse que o PL não descarta ficar fora da composição da Mesa Diretora: “Estar isolado em um 1º momento não significa uma má estratégia”. As eleições para as presidências das duas Casas serão em fevereiro de 2027.

Contexto

Tereza Cristina já havia sido citada como alternativa à reeleição de Alcolumbre: leia sobre a resistência de Derrite e Tereza ao atual presidente. Sobre a bancada do PL na Câmara, veja a decisão sobre apoiar Motta.

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