O governo de Javier Milei negou, nesta quarta-feira (4), ter ajudado o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a deixar o Brasil. A negativa foi dada por fontes da Casa Rosada a uma reportagem, que também confirmou que o estrategista do presidente argentino, Santiago Caputo, esteve em Puerto Iguazú, com o conhecimento de Milei, durante a passagem de Flávio pela Argentina. A reportagem não conseguiu determinar se houve contato entre os dois.
O que dizem as fontes do governo argentino
As pessoas ouvidas, que não foram identificadas, afirmaram que a Argentina não colaborou de nenhuma forma com a saída do senador, que não houve envolvimento no procedimento migratório do lado brasileiro e que não havia alertas impedindo a entrada dele no país. Disseram ainda que o procedimento foi regular e “idêntico” ao de qualquer brasileiro que entra em território argentino.
Na terça-feira (3), o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, não respondeu, em entrevista coletiva, se Milei ajudou Flávio na passagem pelo país. Disse que o assunto era “irrelevante” e que o senador entrou formalmente, com documentos válidos.
O que se sabe da passagem
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio e familiares entraram no país na noite de terça-feira, 27 de outubro, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Cerca de 40 minutos depois, embarcaram em um voo privado para Guayaquil, no Equador, de onde seguiram para os Estados Unidos. A viagem ocorreu um dia depois de a Polícia Federal intimar o senador a entregar os passaportes em 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O que ainda não está esclarecido
A negativa vem de fontes anônimas e a presença de Caputo em Puerto Iguazú foi apurada por uma única reportagem; o Os Poderes não encontrou, nas fontes lidas, confirmação independente de nenhum dos dois pontos, nem manifestação de Flávio Bolsonaro ou de Caputo sobre o tema. Estar na cidade não indica, por si só, que houve ajuda.






















