O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aprovado por 48% dos brasileiros e desaprovado por 44%, segundo a primeira pesquisa de avaliação feita depois da eleição, do instituto Quaest, divulgada neste domingo (8). Outros 8% não sabem ou não responderam. Na sondagem anterior, de 24 de outubro, véspera do primeiro turno, o placar era de 48% a 45%. O saldo de quatro pontos entre aprovação e desaprovação está no limite da margem de erro e não permite cravar que uma parcela supera a outra com segurança.
Ficha técnica
A Quaest ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, de 30 de outubro a 2 de novembro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa não foi localizado nas informações apuradas pelo OsPoderes. Como a coleta terminou em 2 de novembro, os resultados não captam fatos posteriores. A mesma pesquisa rendeu a lista de prioridades para o quarto mandato e o empate nas expectativas para a economia e a avaliação sobre a saída de Flávio Bolsonaro do país.
Comparação com reeleições anteriores
Na divulgação do levantamento, a aprovação de Lula é apresentada como a mais apertada entre as reeleições comparadas. Fernando Henrique Cardoso, em 1998, tinha 54% de aprovação e 44% de desaprovação (saldo de 10 pontos). Lula, em 2006, 69% a 31% (38 pontos). Dilma Rousseff, em 2014, 59% a 41% (18 pontos). Hoje, o saldo é de quatro pontos. A comparação junta levantamentos de épocas e metodologias diferentes, o que limita a precisão.
Como o eleitor vê o presidente
- Líder forte: 73% dizem que sim; 25%, que não.
- Sabe o que está fazendo: 61% a 35%.
- Cheio de energia: 58% a 39%.
- Se importa com as pessoas: 55% a 42%.
- Honesto: 34% dizem que sim e 57%, que não, a pior avaliação entre os atributos testados.
Torcida, preocupação e conflito
Segundo a pesquisa, 94% dos entrevistados torcem para que Lula faça um bom governo, o mesmo percentual de dezembro de 2022, após a eleição anterior. A preocupação com o futuro do país recuou em relação àquele período: 48% se dizem preocupados e 44%, otimistas, contra 54% e 41% em dezembro de 2022. Entre os preocupados, o motivo mais citado é a economia, os gastos, a dívida pública e os juros (27%), seguido de segurança pública (17%); corrupção e governabilidade empatam em 12%.
Sobre o relacionamento entre os Poderes, 70% esperam mais conflitos com o Congresso do que no governo atual, 18% esperam menos e 3%, o mesmo nível. Em relação ao Supremo Tribunal Federal, 46% preveem mais conflito, 35%, menos e 6%, o mesmo. O tema fiscal que domina a preocupação dos eleitores está em o que o governo estuda e o que descarta no ajuste das contas públicas.





















