O governo do Irã executou neste domingo (8) três homens condenados por participação em episódios de violência durante os protestos de janeiro de 2026, segundo a mídia estatal iraniana. De acordo com a imprensa oficial, os três foram considerados culpados de integrar ações armadas durante as manifestações; as autoridades também os acusavam de atuar em operações ligadas a Israel e aos Estados Unidos.
O que se sabe e o que falta
A mídia estatal não informou a identidade dos executados nem detalhes das acusações, e não está claro, nas informações apuradas até a publicação, onde as execuções ocorreram. Também não havia, até o momento, manifestação pública de Israel, dos Estados Unidos ou de organizações de direitos humanos sobre este caso. As informações partem de relato oficial iraniano e não foram verificadas de forma independente pelo OsPoderes.
Um padrão que já vinha sendo denunciado
Execuções de condenados ligados às manifestações de janeiro não são novidade. Em 4 de maio, as autoridades judiciais iranianas anunciaram o enforcamento de três homens condenados por distúrbios na cidade de Mashhad; na ocasião, a organização Iran Human Rights os descreveu como presos políticos julgados após processos injustos nos Tribunais Revolucionários e contabilizou 24 execuções desse tipo desde março, quando o país estava em guerra com Estados Unidos e Israel. Segundo a mesma contagem, 13 homens haviam sido executados por causa dos protestos de janeiro até aquela data. Os números são de uma organização de direitos humanos e não foram confirmados pelo governo iraniano; as autoridades afirmam que os condenados são responsáveis por mortes e ataques, e atribuem as manifestações a “arruaceiros” apoiados por EUA e Israel.
Os protestos começaram em dezembro, motivados pelo custo de vida, e se transformaram em atos contra o regime, com ápice nas noites de 8 e 9 de janeiro. Organizações de direitos humanos dizem que milhares de pessoas morreram na repressão das forças de segurança; o governo iraniano atribui a violência a manifestantes armados.
O que observar
Ficam pendentes a divulgação dos nomes e das acusações individuais pelo Judiciário iraniano e a reação de governos estrangeiros e de entidades de direitos humanos.





















