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Reindicar Messias ao STF pode custar a Alcolumbre a reeleição, diz coluna

Segundo coluna publicada neste domingo (8), a articulação para o governo insistir no chefe da AGU para a vaga de Barroso segue em Brasília, mas não deve prosperar: o presidente do Senado teme entregar a Casa a Rogério Marinho.

Montagem com retratos de Jorge Messias, sorrindo, à esquerda, e de Davi Alcolumbre, falando a jornalistas, à direita

Montagem do OsPoderes com fotos de arquivo: Jorge Messias, em 3/1/2023 (Palácio do Planalto, CC BY 2.0, recorte), e Davi Alcolumbre, em 13/3/2025 (Agência Senado, CC BY 2.0, recorte). As imagens não registram a articulação noticiada. Origem da foto de Messias. Origem da foto de Alcolumbre. Condição de uso.

A articulação para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique de novo, ainda neste ano, o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal segue em andamento em Brasília, mas não deve prosperar, segundo coluna publicada às 5h40 deste domingo (8). O principal obstáculo seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

De acordo com a coluna, Alcolumbre tem dito a aliados que reabrir o nome de Messias poderia enterrar de vez a sua chance de se reeleger para a Presidência do Senado e, com isso, entregar o comando da Casa ao senador Rogério Marinho (PL-RN). A coluna conclui que, se insistir em Messias, como prometeu no fim de maio, Lula acabaria prejudicando o próprio governo, que enfrentará uma numerosa bancada de senadores bolsonaristas a partir de 2027. A frase-resumo do texto: o presidente terá de escolher entre Alcolumbre e Messias.

O que já aconteceu e o que falta

O Senado rejeitou o nome de Messias para a vaga aberta com a saída de Barroso, em votação realizada em 29 de abril de 2026. A cadeira segue sem ocupante. Uma nova indicação dependeria de nova sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e de aprovação no plenário do Senado.

A coluna acrescenta que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco aguarda discretamente uma definição, pouco mais de um mês depois de tomar posse no Tribunal de Contas da União. O texto não detalha em que condições o nome de Pacheco voltaria à discussão, e não há manifestação pública do Planalto, de Alcolumbre ou de Messias sobre o assunto até a publicação desta matéria.

Por que importa

  • A disputa pela Presidência do Senado opõe Alcolumbre, que busca a recondução, a Marinho, nome do PL, e à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que se apresenta como terceira via. Na véspera, o OsPoderes noticiou que ministros do STF articulam nos bastidores a reeleição de Alcolumbre, segundo fontes.
  • O que está publicado é informação de coluna, com fontes não identificadas: trata-se de articulação e avaliação de bastidores, não de decisão do governo nem do Senado.

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