A senadora Tereza Cristina (PP-MS) intensificou as articulações para a presidência do Senado em 2027 e se posiciona como alternativa entre o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e Rogério Marinho (PL-RN). Ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, ela afirma que sua prioridade é ser a primeira mulher a comandar a Casa. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Os números de cada lado
São necessários 41 dos 81 votos, e a votação é secreta, de modo que apoio público ou formal de partidos não garante fidelidade. Marinho, que lançou a candidatura na quarta-feira (4), diz ter ao menos 40 votos; o PL elegeu a maior bancada, com 29 senadores, e chega a 32 somado ao Novo. Alcolumbre afirma ter 48 votos e deve contar com o apoio do PT e de outros partidos governistas. Na sexta-feira (6), o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) disse que a ideia é que a base vote na linha do Palácio do Planalto, o que incluiria PSD e PSB. Os números são das próprias campanhas e não foram confirmados de forma independente pelo OsPoderes.
A aposta da “terceira via”
Segundo aliados de Tereza, ela tem trânsito entre grupos diferentes, inclusive governistas, e aposta em partidos do centrão que resistem a Marinho mas não querem a recondução de Alcolumbre. A senadora avalia que herdaria parte dos votos de Marinho se ele desistisse; no cenário inverso, acredita que seus apoiadores se dividiriam entre o senador do PL e Alcolumbre.
Tereza e Marinho dizem não pretender disputar um contra o outro. Segundo interlocutores, as candidaturas serão mantidas por ora e o cenário será reavaliado a partir da segunda quinzena de janeiro, com a ideia de que siga quem tiver mais chances de derrotar Alcolumbre. Marinho disse que, “no momento oportuno”, haverá convergência com a senadora do PP.
Movimentos de Alcolumbre
Na terça-feira (10), Alcolumbre recebe senadoras em exercício e as recém-eleitas em café da manhã na residência oficial do Senado, encontro organizado pela líder da bancada feminina, Professora Dorinha (União-TO), e visto como tentativa de atrair votos que Tereza também disputa. Nesta semana ele oficializou o senador Eduardo Gomes (PL-TO) como relator da LDO de 2027, depois de ter chegado a prometer o posto ao PP, com o nome de Tereza como possibilidade. De acordo com a apuração de reportagem, ele conta com ao menos três votos da bancada do PL que não migrariam para Marinho.
Também nesta semana, a defesa de Bolsonaro pediu ao ministro do STF Alexandre de Moraes autorização para que Marinho e Tereza, ambos ex-ministros do ex-presidente, o visitem em casa. Moraes ainda não se manifestou.





















