O mercado financeiro piorou as projeções para os próximos anos no primeiro Boletim Focus depois do segundo turno, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (3). Segundo o Poder360 e a Veja, a mediana para a Selic de 2027 subiu de 11,75% para 12,50% ao ano, a do IPCA de 2027 foi de 4,34% para 4,76% e a do dólar no fim do ano que vem, de R$ 5,15 para R$ 5,40. A do PIB de 2027 caiu de 1,31% para 1,20%.
Os números do boletim
| Projeção (mediana) | Semana anterior | Agora |
|---|---|---|
| IPCA 2026 | 5,19% | 5,22% |
| Selic no fim de 2026 | 13,25% | 13,50% |
| Dólar no fim de 2026 | R$ 5,05 | R$ 5,34 |
| PIB 2026 | 1,80% | 1,76% |
| IPCA 2027 | 4,34% | 4,76% |
| Selic no fim de 2027 | 11,75% | 12,50% |
| Dólar no fim de 2027 | R$ 5,15 | R$ 5,40 |
| PIB 2027 | 1,31% | 1,20% |
Fontes: Poder360 e Veja, que reproduzem o boletim; a íntegra em PDF do Banco Central não foi aberta na apuração.
Meta de inflação e contas públicas
A projeção de IPCA para 2027 passou a superar o teto da meta, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, 4,5%, segundo a Veja. Para 2028, a mediana de inflação subiu de 3,75% para 4% e a da Selic, de 10% para 11%. O relatório também mostra piora nas contas públicas: a dívida líquida do setor público em 2027 passou de 74% para 74,2% do PIB, e o déficit primário esperado, de 0,3% para 0,4% do PIB.
O que não dá para afirmar
O boletim reúne projeções de mais de 100 instituições e as respostas foram coletadas até sexta-feira (30), depois da eleição de 25 de outubro. A Veja ressalva que os dados não permitem atribuir toda a mudança ao resultado eleitoral. Projeção de mercado não é decisão do Banco Central.
A decisão do Copom sai na quarta-feira (4); veja o que o mercado esperava em Copom começa reunião com mercado já apostando em manutenção da Selic. Sobre o efeito da eleição americana no Brasil, leia a análise sobre Bolsa, juros e tarifas.






















