Economia

Focus pós-eleição: mercado eleva Selic, IPCA e dólar de 2027 e corta o PIB

Boletim divulgado pelo Banco Central nesta terça (3) projeta Selic de 12,50% e IPCA de 4,76% em 2027, acima do teto da meta; PIB de 2027 recua a 1,20%.

Torres do edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, sob céu azul.

Edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, em 2010. Foto de arquivo: Banco Central do Brasil — CC BY 2.0. A imagem não registra o Boletim Focus. Origem da fotografia. Condição de uso.

O mercado financeiro piorou as projeções para os próximos anos no primeiro Boletim Focus depois do segundo turno, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (3). Segundo o Poder360 e a Veja, a mediana para a Selic de 2027 subiu de 11,75% para 12,50% ao ano, a do IPCA de 2027 foi de 4,34% para 4,76% e a do dólar no fim do ano que vem, de R$ 5,15 para R$ 5,40. A do PIB de 2027 caiu de 1,31% para 1,20%.

Os números do boletim

Projeção (mediana) Semana anterior Agora
IPCA 2026 5,19% 5,22%
Selic no fim de 2026 13,25% 13,50%
Dólar no fim de 2026 R$ 5,05 R$ 5,34
PIB 2026 1,80% 1,76%
IPCA 2027 4,34% 4,76%
Selic no fim de 2027 11,75% 12,50%
Dólar no fim de 2027 R$ 5,15 R$ 5,40
PIB 2027 1,31% 1,20%

Fontes: Poder360 e Veja, que reproduzem o boletim; a íntegra em PDF do Banco Central não foi aberta na apuração.

Meta de inflação e contas públicas

A projeção de IPCA para 2027 passou a superar o teto da meta, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, 4,5%, segundo a Veja. Para 2028, a mediana de inflação subiu de 3,75% para 4% e a da Selic, de 10% para 11%. O relatório também mostra piora nas contas públicas: a dívida líquida do setor público em 2027 passou de 74% para 74,2% do PIB, e o déficit primário esperado, de 0,3% para 0,4% do PIB.

O que não dá para afirmar

O boletim reúne projeções de mais de 100 instituições e as respostas foram coletadas até sexta-feira (30), depois da eleição de 25 de outubro. A Veja ressalva que os dados não permitem atribuir toda a mudança ao resultado eleitoral. Projeção de mercado não é decisão do Banco Central.

A decisão do Copom sai na quarta-feira (4); veja o que o mercado esperava em Copom começa reunião com mercado já apostando em manutenção da Selic. Sobre o efeito da eleição americana no Brasil, leia a análise sobre Bolsa, juros e tarifas.

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