Economia

Dólar fecha a R$ 5,49, maior valor do ano, e Bolsa cai 1,4% antes do Copom

Ibovespa recua para cerca de 165,5 mil pontos com temor fiscal, proposta de limitar a Selic e eleições nos EUA; Copom decide a taxa de juros na quarta-feira (4).

Fachada do edifício da antiga Bolsa de Mercadorias & Futuros, na Praça Antônio Prado, centro de São Paulo, com bandeiras do Brasil e de São Paulo
Fachada do edifício da antiga Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), na Praça Antônio Prado, centro de São Paulo, em 29/12/2021. Foto de arquivo: Fulviusbsas — CC BY-SA 4.0. A imagem não registra o pregão desta sexta-feira. Origem da fotografia. Condição de uso.

O dólar fechou a terça-feira (3) cotado a R$ 5,49, no maior valor do ano, segundo a Folha de S.Paulo (R$ 5,486), e o Ibovespa caiu 1,4%, para cerca de 165,5 mil pontos, segundo a Veja. O mercado brasileiro reage à incerteza sobre a condução fiscal do governo, a uma proposta de limitar os juros e às eleições legislativas nos Estados Unidos, na véspera da decisão do Copom sobre a Selic, marcada para quarta-feira (4).

O que aconteceu no mercado

  • Dólar: a Folha informa que a moeda americana fechou em R$ 5,486, o maior valor do ano; a Veja registra R$ 5,49 e diz que é o nível mais alto desde dezembro do ano anterior.
  • Bolsa: a Folha diz que o Ibovespa recuou mais de 1% e atingiu o menor patamar desde janeiro, na sexta sessão consecutiva de queda, com os juros futuros em alta. Pela Veja, a queda foi de 1,40%, a cerca de 165,5 mil pontos.
  • Bancos: entre as ações de peso, segundo a Veja, o Bradesco liderou as perdas, com baixa de 2,09%, seguido pelo Banco do Brasil (-1,70%) e pelo Itaú (-0,59%); o Santander subiu 2,17%.
  • Petróleo: o Brent recuou levemente e ficou perto de US$ 104 o barril, ainda sem definição nas negociações entre Estados Unidos e Irã, segundo a Veja.

Por que o mercado reage

A Folha aponta que a proposta de um economista para limitar a Selic amplia a cautela e eleva a rentabilidade dos títulos públicos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta terça que o governo discuta tabelar juros, segundo O Globo (veja a análise de Maílson sobre o risco para o dólar). A Veja também cita a falta de novas sinalizações sobre a condução fiscal e a composição da equipe de governo: segundo o analista Fernando Bresciani, do Andbank, enquanto essas definições não aparecem, aumentam a incerteza e as dúvidas dos investidores.

Focus e Copom

O Boletim Focus semanal trouxe, segundo a Veja, aumento da projeção da Selic de 11,75% para 12,50% ao ano, corte da estimativa de crescimento do PIB de 1,31% para 1,20% e alta da expectativa de inflação de 2027, de 4,34% para 4,76%, a segunda semana seguida de aumento (veja o que mudou no Focus). Sobre o Copom, a Veja diz que as expectativas estão divididas entre manutenção e corte da taxa; o resultado só sai na quarta-feira.

O que falta

A decisão do Copom sobre a Selic, na quarta-feira (4), e o comportamento do câmbio com a apuração das eleições americanas. Os números acima são os informados pela Folha e pela Veja e não foram conferidos no Banco Central nem na B3.

Texto publicado em 3 de novembro, com a leitura de reportagens da Folha de S.Paulo (atualizada às 18h30) e da Veja.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias