A Casa Branca informou nesta terça-feira (3) que a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, receberá representantes da Rússia e da Ucrânia num encontro na sede do governo americano, descrito como um “momento extraordinário na história americana”. O comunicado não disse quando a reunião ocorrerá nem quem participará, segundo a AFP, em texto publicado pelo Estadão às 12h58.
O que foi anunciado
De acordo com a AFP, a iniciativa vem depois de Melania ter intermediado uma trégua de quatro dias na região de Kherson, no sul da Ucrânia, que permitiu a retirada de civis da cidade de Oleshky, ocupada por forças russas. Na quinta-feira (5), a primeira-dama fará uma declaração sobre o acordo, considerado incomum pela duração. O Os Poderes já havia noticiado a versão da Casa Branca sobre a negociação, com datas divergentes, e a reação do papa à trégua.
O que a trégua não garantiu
Segundo a AFP, a trégua não teve continuidade. O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, afirmou que Kiev propôs a Moscou prolongar e ampliar o cessar-fogo e recebeu, em resposta, “novos bombardeios, novos ataques aéreos, novas mortes”. Na agenda diplomática, negociações entre Rússia e Ucrânia com mediação dos EUA estão previstas para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, informou que representantes americanos se reuniriam nesta quarta-feira (4), em Bruxelas, com autoridades ucranianas, europeias e da Otan, com participação do Banco Mundial.
Contexto
A reportagem observa que o papel de Melania chama atenção por ocorrer em meio a divergências entre Washington e Kiev: Trump já criticou Zelenski e manteve contatos com Vladimir Putin, o que preocupa autoridades ucranianas e aliados europeus. O chanceler alemão, Friedrich Merz, defendeu que Zelenski participe de eventuais conversas sobre a Ucrânia no G20, previsto para Miami, caso Putin seja convidado.
O que não está confirmado: a data, o local exato e os participantes do encontro, que o comunicado da Casa Branca não detalhou. Texto escrito por volta das 13h de 3 de novembro, com base na reportagem do Estadão (AFP) de 3/11.






















