O presidente Lula estuda criar o Ministério da Segurança Pública ainda neste mandato, mas garantir o pleno funcionamento da pasta apenas em 2027, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (3). A coluna diz que ele aguarda a aprovação da PEC da Segurança no Senado, que aprovou o texto em primeiro turno nesta terça.
O que diz a coluna
- Medida provisória nos próximos dias: a ideia em discussão no governo é que o presidente assine a MP que cria a nova pasta nos próximos dias, com uma transição para que o ministério só funcione ativamente no ano que vem.
- Orçamento e estrutura: o governo terá de redirecionar recursos após o desmembramento do atual Ministério da Justiça e ainda fecha a estrutura que ficaria sob a nova pasta, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.
- Sem ministro definido: Lula ainda não escolheu quem comandará o ministério. Entre as opções, segundo a coluna, estão o promotor Lincoln Gakiya, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, e os ex-ministros Rui Costa e Camilo Santana.
- Recado ao eleitor: segundo a coluna, o presidente diz não querer demorar para acenar ao eleitor e mostrar que cumprirá a promessa da campanha. Ao longo da campanha, ele condicionou a criação da pasta à aprovação da PEC, porque a proposta amplia o papel da administração federal na área.
O que mudou desde a coluna
O texto do Painel foi publicado às 15h14, antes da votação. O Senado aprovou depois a PEC em primeiro turno, por 73 votos a zero, e falta o segundo turno, segundo o Estadão e a CNN Brasil (acompanhe a votação). O Estadão informa que Lula condicionou a criação do ministério à aprovação da PEC.
O que falta
Falta o segundo turno da PEC, a assinatura da medida provisória e a escolha do ministro; nenhuma data oficial foi informada. As informações da coluna são de bastidor, e o trecho lido não traz confirmação oficial do governo.
Texto publicado em 3 de novembro, com a leitura integral do trecho aberto da coluna Painel (Folha, 15h14).





















