O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse ao Estadão, em entrevista concedida nesta quarta-feira (28), que aconselhou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a permanecer no Brasil depois da derrota para Lula no segundo turno, mas que não julga a decisão do aliado de ir para os Estados Unidos. Segundo o jornal, essa foi a primeira entrevista exclusiva do governador após a reeleição.
O que ele contou
Tarcísio afirmou que o conselho foi dado em uma reunião na casa dos advogados de Flávio, da qual participaram também o senador Rogério Marinho e outras pessoas, quando se discutia o recado do candidato à nação, que acabou sendo gravado em vídeo. Nessa conversa, de acordo com o governador, a orientação foi de que Flávio não dissesse que não reconheceria o resultado e usasse o caminho jurídico previsto, as ações de investigação da Justiça Eleitoral, em vez de deixar o país.
O governador disse que não sabia do plano de fuga. Segundo o Estadão, a entrevista foi feita minutos antes de Flávio divulgar a carta em que se declara “presidente eleito”; depois, ao saber do texto, Tarcísio afirmou que é preciso respeitar o resultado das urnas, posição que ele já havia manifestado na nota tratada em Tarcísio diz entender ‘indignação’ de Flávio, mas pede respeito às urnas.
Crítica à Polícia Federal
Questionado sobre a saída de Flávio, o governador disse que hoje não há nada de concreto contra o senador e perguntou por que, então, a Polícia Federal pediu o passaporte dele minutos depois da proclamação do resultado. Para Tarcísio, houve intimidação. Ele admitiu que o quadro pode mudar com novas revelações, mas afirmou que, por ora, não vê base para a medida. Disse ainda que é difícil julgar a decisão de Flávio, que tem o pai preso.
A posição é a de Tarcísio e não foi checada com a PF nesta apuração. A corporação, em nota, afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes não autorizava a prisão nem a vigilância de Flávio; veja PF diz que decisão de Moraes não autorizava prisão nem vigilância de Flávio. O quadro completo da fuga está na matéria principal: Já nos EUA, Flávio se diz ‘líder do Brasil’.
O que ainda falta
O texto lido traz apenas a primeira parte da entrevista; não há, nele, resposta de Flávio, da PF ou de Moraes às declarações do governador.






















