STF

PF diz que decisão de Moraes não autorizava prisão nem vigilância de Flávio

Em nota, a Polícia Federal diz que restrições a passaportes não tornam o senador foragido, que não há registro oficial de sua saída por postos migratórios e que investiga o descumprimento das ordens.

Prédios da sede da Polícia Federal, em Brasília, sob céu azul
Sede da Polícia Federal, em Brasília (foto de arquivo, 2023). Foto: Agência Senado, CC BY 2.0.

A Polícia Federal afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que mandou apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não autorizava prisão, vigilância permanente nem outras medidas cautelares contra ele. Segundo o Poder360, que reproduziu a nota, é a primeira manifestação pública da corporação depois da saída do senador do Brasil.

O que a PF diz que fez

Conforme a nota, na transcrição do Poder360, a PF representou ao STF em 25 de outubro por medidas cautelares: apreensão de passaportes, proibição de sair do país e restrição de contato com outros investigados, após identificar risco de saída do Brasil. O caso tramita na Pet 16.877. Depois da decisão judicial, os passaportes comum e diplomático foram cancelados, o sistema SONAR recebeu um alerta migratório e Flávio foi intimado a entregar passaportes de outras nacionalidades em 24 horas, o que, segundo a PF, não ocorreu.

O que a PF diz que não podia fazer

A nota afirma que restrições a documentos de viagem, por si sós, não caracterizam a condição de foragido nem autorizam prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares. A corporação diz ainda que não há registro oficial de saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros e que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais, dentro dos limites da lei.

O que ainda está em aberto

  • A nota não explica por que não há registro de saída, ponto que outras reportagens já abordaram.
  • A nota, como transcrita, data a intimação de segunda-feira (26); o texto do Poder360 fala em terça-feira (27), com prazo até as 12h desta quarta. A divergência de datas não está esclarecida.
  • Nas fontes lidas, não há manifestação de Flávio, da defesa ou do ministro Moraes sobre a nota.

O Os Poderes leu a reprodução da nota e a reportagem do Poder360; o PDF original com a íntegra, indicado pelo veículo, não foi consultado diretamente.

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