Congresso

Alcolumbre põe PEC da Segurança Pública em votação no Senado na terça (3)

Texto, uma das prioridades do governo Lula, saiu da pauta em 15 de outubro por causa de impasse sobre a maioridade penal; para passar, precisa de 49 votos em dois turnos.

Plenário do Senado Federal com a mesa diretora ao fundo e uma oradora na tribuna, sob painel de madeira ripada

Plenário do Senado Federal durante sessão especial, em 18 de abril de 2023. Foto de arquivo: Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra a pauta de 3 de novembro de 2026. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu a PEC da Segurança Pública na pauta do plenário de terça-feira (3 de novembro de 2026), segundo o Poder360. A proposta havia sido retirada da pauta em 15 de outubro, depois de um impasse entre senadores sobre emendas que reduzem a maioridade penal. Estar na pauta não significa que a PEC será votada nem aprovada: o resultado depende do acordo em plenário.

O que a PEC prevê

De acordo com o resumo publicado pelo Poder360, o texto redefine atribuições e reforça a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios na segurança pública. Os pontos citados são:

  • inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição;
  • repasse obrigatório de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional a estados e ao Distrito Federal;
  • patrulhamento ostensivo da Polícia Rodoviária Federal em ferrovias e hidrovias federais;
  • previsão constitucional da execução penal e reforço do papel da Polícia Penal;
  • regras mais duras para integrantes de milícias e organizações criminosas, com veto a benefícios como progressão de regime, saída temporária, liberdade provisória e livramento condicional;
  • apreensão e perda de bens e valores obtidos em atividades ilícitas, com destinação a fundos de segurança.

O impasse da maioridade penal

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania concluiu a análise na quarta-feira (14 de outubro), e o texto seguiria ao plenário. A votação foi adiada porque os senadores não chegaram a acordo sobre as emendas de maioridade penal. A divergência ganhou força quando o líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), apresentou emenda para reduzir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização em crimes hediondos, mantendo 18 anos nos demais delitos. A iniciativa contrariou a estratégia da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que havia negociado com Alcolumbre votar a PEC sem mudanças nesse ponto. Já o líder da Oposição, Rogério Marinho (PL-RN), defende reduzir a idade de 18 para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 em casos específicos. Segundo o Poder360, o tema dividiu até a bancada petista.

O que falta

Uma PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos. Se os senadores alterarem o texto vindo da Câmara, a proposta volta aos deputados. Emenda constitucional não passa por sanção presidencial, mas só pode ser promulgada depois que as duas Casas aprovarem a mesma versão.

Integrantes do governo defendem aprovar o texto ainda este ano porque, na próxima legislatura, o PL terá a maior bancada do Senado e o Executivo deve enfrentar mais dificuldade, segundo o Poder360. Sobre a disputa pelo comando da Casa, veja também PL rejeita apoiar Alcolumbre e vai lançar Marinho no Senado.

Informações do Poder360, publicadas em 30 de outubro de 2026, às 18h30 (horário de Brasília). Os Poderes não leu o texto da PEC nem as emendas; o resumo dos dispositivos é o divulgado pelo Poder360.

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