EUA

Onze cadeiras do Senado dos EUA podem mudar de partido, diz ranking

Lista da CNN com base em pesquisas e dinheiro de campanha põe Carolina do Norte, Ohio e Texas no topo; democratas precisam de quatro cadeiras republicanas.

Fachada de mármore claro do edifício de escritórios Hart, do Senado dos Estados Unidos, vista de esquina em dia de céu azul, com árvores e bandeira americana

O edifício Hart, que abriga gabinetes de senadores, em Washington, em 2011. Foto de arquivo: USCapitol (Arquiteto do Capitólio) — domínio público. A imagem não registra a votação desta terça-feira. Origem da fotografia.

Faltando horas para a votação das eleições legislativas dos Estados Unidos, a CNN divulgou um ranking com as 11 cadeiras do Senado que têm maior probabilidade de mudar de partido nesta terça-feira (3). Para ter maioria, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras hoje ocupadas por republicanos e manter todas as suas, segundo a emissora. A CNN avisa que a lista, feita a partir de sua cobertura, de conversas com estrategistas, de pesquisas e da arrecadação dos candidatos, não é uma previsão de quem vencerá cada disputa nem do controle do Senado.

A emissora cita aprovação de 34% a Donald Trump na média de pesquisas que ela mesma compila e aponta insatisfação com a economia, a guerra no Irã e a corrupção como fatores que ajudam a mobilizar os democratas.

As disputas, na ordem do ranking

  • Carolina do Norte: o democrata Roy Cooper, ex-governador, aparecia 14 pontos à frente do republicano Michael Whatley entre eleitores prováveis, em pesquisa da High Point University/YouGov. A CNN diz que ninguém espera margem tão grande no estado.
  • Ohio: na média de pesquisas da CNN, o democrata Sherrod Brown tem 50% e o senador republicano Jon Husted, 45%.
  • Texas: a média não aponta líder claro entre o democrata James Talarico e o republicano Ken Paxton; duas pesquisas recentes, do New York Times/Siena e da própria CNN, mostram Talarico à frente com vantagem superior à margem de erro. O estado não elege um democrata para cargo estadual há 32 anos.
  • Maine: o democrata Troy Jackson tem 50% e a senadora republicana Susan Collins, 46%.
  • Alasca: pesquisa do Times/Siena dá 48% à democrata Mary Peltola e 46% ao senador Dan Sullivan, resultado que a CNN considera sem líder claro. A apuração pode levar semanas por causa do voto por escolha ranqueada e do prazo de 10 a 15 dias para cédulas enviadas pelo correio.
  • Kansas: o Times/Siena mostrou o democrata Adam Hamilton com 49% e o senador Roger Marshall com 44%; a pesquisa da CNN não apontou líder claro.
  • Iowa: o democrata Josh Turek tem 46% e a deputada republicana Ashley Hinson, 45%, sem líder claro.
  • Michigan: o democrata Abdul El-Sayed tem 50% e o republicano Mike Rogers, 45%, na média da CNN.
  • New Hampshire: pesquisa da Universidade de New Hampshire dá ao democrata Chris Pappas 12 pontos sobre o republicano John Sununu.
  • Carolina do Sul: estreia na lista; o Times/Siena mostrou empate entre a senadora republicana Darline Graham e a democrata Annie Andrews.
  • Geórgia: o democrata Jon Ossoff é considerado favorito diante do republicano Mike Collins, e uma vitória republicana pode estar fora de alcance, diz a CNN.

Segundo a CNN, Nebraska, Mississippi e Minnesota chegaram a ser acompanhados, mas uma troca de partido neles seria uma grande surpresa.

O que observar

  • Margem: pesquisas com diferença dentro da margem de erro não indicam quem lidera; a média e as pesquisas citadas são da CNN e do Times/Siena e não foram refeitas pelo Os Poderes.
  • Demora: Alasca pode atrasar o resultado final do Senado.
  • Resultado: só a apuração oficial dos estados define as cadeiras; esta matéria será atualizada quando houver dados.

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