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TSE tem ao menos 18 ações que pedem punição de candidatos, diz levantamento

Ações de investigação judicial eleitoral seguem no tribunal após a reeleição de Lula; especialistas ouvidos dizem que a mais relevante para o presidente é a que cita a Meta.

Edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, com vidros escuros, e duas cúpulas em primeiro plano, em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, em 26 de dezembro de 2025. Foto de arquivo: O Tribunal da Democracia (TSE) — domínio público. A imagem não registra a sessão desta terça-feira. Origem da fotografia.

Mesmo depois do segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro continua no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Levantamento do Estadão aponta que há ao menos 18 ações de investigação judicial eleitoral (AIJEs) em tramitação que pedem a punição dos candidatos, segundo reportagem publicada neste domingo (1º). No limite, esse tipo de ação pode resultar em inelegibilidade e em perda de mandato.

O que há nas ações

Segundo o jornal, essas 18 ações fazem parte de uma pilha maior de processos: só a equipe jurídica de Lula, de acordo com relatório obtido pela reportagem, estima 1,1 mil processos que têm o petista, sua federação (PT, PCdoB e Rede) ou a coligação com o PSB como parte. Novas AIJEs ainda podem ser apresentadas até a diplomação de Lula.

  • Contra a chapa de Lula: acusações de abuso de poder econômico, uso da máquina e de recursos públicos e exploração irregular de meios de comunicação. Entre os alvos está o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que a campanha adversária diz ter sido usado para difundir informações falsas. Outra frente cita canais oficiais, como a Rádio Brasil, e estruturas de centrais sindicais e movimentos sociais.
  • Contra Flávio: a defesa de Lula levou ao TSE a denúncia de que plataformas da Meta amplificaram artificialmente o alcance das publicações dele e de aliados e de que a campanha usou perfis inautênticos, operados por robôs. Lula também pediu investigação sobre suposto financiamento ilegal de campanha com dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o filme “Dark Horse”; segundo o jornal, diálogos obtidos pela Polícia Federal mostram que Flávio pediu patrocínio ao banqueiro, em negociação de cerca de US$ 23 milhões.

O que pode acontecer

Flávio, derrotado com 48,21% dos votos contra 51,79% de Lula, não reconheceu o resultado e busca a cassação da chapa vencedora, segundo a reportagem. O que importa para o desfecho, explicam os especialistas ouvidos, é a “potencialidade de alterar o resultado do pleito”. Para o professor de Direito Eleitoral Renato Ribeiro de Almeida, nenhuma das ações parece capaz de ameaçar o mandato de Lula; a que pode ter consequências, segundo ele, é a que cita a Meta, caso fique comprovado que os conteúdos de Flávio tinham maior alcance que os de Lula.

A ida de Flávio aos Estados Unidos, na terça-feira (27), também pode mudar o cenário. O advogado eleitoral Arthur Rollo observa que a Justiça pode entender que houve “abandono de causa” se o senador for autor exclusivo de uma AIJE; se a ação foi proposta em conjunto com o PL, o partido pode continuar sem ele.

O que ainda não se sabe

Os desfechos das ações estão em aberto, segundo a reportagem, que não informa prazos de julgamento. Nas informações lidas não há manifestação das campanhas sobre cada acusação. Este texto foi feito a partir da reportagem do Estadão, lida às 15h de 1º/11/2026; os processos em si não foram consultados. Veja o contexto em Flávio desiste de anular eleição e mira cassação da chapa de Lula e a situação de Flávio nos EUA.

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