EUA

Governo Trump aciona Justiça por candidato homônimo no Senado do Alasca

Departamento de Justiça pediu na quinta (29) que o resultado não seja certificado se o republicano perder por margem estreita; democratas negam manobra, segundo o g1.

Montagem com os retratos oficiais de Mary Peltola, à esquerda, e do senador Dan Sullivan, à direita
Montagem com retratos de arquivo de Mary Peltola (Leah Herman/Escritório de Serviços Criativos da Câmara dos EUA, 2022) e de Dan Sullivan (Senado dos EUA, 2015), ambos em domínio público. As imagens não registram a disputa atual. Origem (Peltola). Origem (Sullivan).

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou com ação na quinta-feira (29) para tentar impedir a certificação do resultado da eleição ao Senado no Alasca, caso o senador republicano Dan Sullivan perca por margem apertada. O pedido decorre de uma disputa em que dois candidatos com o mesmo nome estão na cédula: o senador e o professor aposentado Daniel J. Sullivan Jr.. As informações são do g1, que resume a controvérsia.

A acusação

Segundo o g1, uma investigação do New York Times, publicada na quarta-feira (28), afirma que integrantes da campanha da democrata Mary Peltola trabalharam desde meados de 2025 para recrutar alguém chamado Dan Sullivan e confundir eleitores e tirar votos do republicano. A reportagem se baseia em entrevistas, mensagens de texto e documentos preparados para uma possível ação judicial. O jornal diz que a iniciativa envolveu integrantes da campanha, advogados e funcionários do comitê de campanhas democratas para o Senado (DSCC) e que se cogitou criar um novo partido para atrair eleitores conservadores. Este portal não leu a reportagem original nem a petição do governo.

O que as partes dizem

A campanha de Peltola negou participação na candidatura dos dois Sullivan, e o DSCC negou envolvimento e acusou os republicanos de também apoiarem candidaturas de adversários em outras disputas. Uma ex-gerente da campanha, demitida em agosto, disse ao jornal que a democrata sabia da iniciativa, segundo o g1. Daniel J. Sullivan Jr. negou ter entrado na disputa para confundir eleitores. Advogados do Departamento de Justiça sustentam que operadores democratas organizaram uma candidatura falsa para favorecer Peltola; o g1 menciona, citando a Reuters, mais de 40 intimações e pedidos de documentos na investigação. Especialistas ouvidos pela emissora contestam que haja ilegalidade, afirmando que partidos podem adotar estratégias para confundir o público.

O contexto eleitoral

Nas primárias de agosto, Peltola teve 49,5% dos votos, Sullivan, 41,4%, e Sullivan Jr., 2,5% (4.107 votos). Pelas regras do Alasca, os quatro mais votados avançam, por isso os dois homônimos aparecem na cédula. Trump já pressionava o Departamento de Justiça a agir e, depois da reportagem, voltou a acusar os democratas de manipulação. O governador Mike Dunleavy pediu investigação estadual e disse que eventual ilegalidade poderia afetar até a posse de um senador eleito.

A disputa é uma das que movimentam a eleição de meio de mandato; veja o que está em jogo no Congresso dos EUA e para Trump.

O que ainda não se sabe

Não há decisão judicial sobre o pedido do governo nem prova pública, nas fontes lidas, de que a campanha de Peltola tenha articulado a candidatura de Sullivan Jr. As acusações são do New York Times, do Departamento de Justiça e de Trump, e foram negadas pelos citados.

A imagem de abertura é uma montagem de retratos de arquivo, sem relação com o dia da notícia.

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