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PT aciona PF e PGR contra listas de boicote a eleitores de Lula

Cinco deputados do PT pedem apuração de listas nominais em oito estados e do papel de Nikolas Ferreira; o trecho lido da reportagem não traz resposta dele.

Retrato do deputado Paulo Pimenta, de barba grisalha e camisa azul, diante de uma bandeira do Brasil

Paulo Pimenta (PT-RS), em foto de 2018 (recorte). Foto de arquivo: Portal da Câmara dos Deputados — CC BY 3.0. A imagem não registra o pedido de 31/10/2026. Origem da fotografia. Condição de uso.

Cinco deputados do PT, entre eles o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (RS), pediram à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República que investiguem as campanhas de boicote a comerciantes que declararam voto em Lula e os casos de empresários que ameaçam demitir funcionários por divergência política. É um pedido de investigação: as fontes lidas não informam que a PF ou a PGR tenham aberto qualquer apuração.

O que diz o documento

Segundo a revista Veja, que teve acesso ao texto de 22 páginas, os parlamentares afirmam que, depois do segundo turno, listas nominais de estabelecimentos comerciais, empresas, profissionais liberais e trabalhadores identificados como eleitores de Lula passaram a circular nas redes sociais, algumas acompanhadas de mensagens de conteúdo violento. Eles citam casos em oito estados, entre eles Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, e argumentam que o aparecimento simultâneo de listas com formato e linguagem parecidos justificaria a investigação.

O pedido também cita 140 denúncias recebidas em um único dia, 26 de outubro, por um órgão que o trecho lido da reportagem não identifica, o maior número já registrado em um dia, segundo os petistas. OsPoderes noticiou separadamente as denúncias de assédio eleitoral ao Ministério do Trabalho, que são outra contagem.

Os crimes apontados e o papel de Nikolas

Os deputados dizem que os casos podem configurar perseguição, ameaça, incitação, atentado contra a liberdade de trabalho, discriminação por procedência, associação criminosa e coação eleitoral. Assinam o documento, além de Pimenta, Erika Kokay (PT-DF), Maria do Rosário (PT-RS), Bohn Gass (PT-RS) e Alencar Santana (PT-SP).

Os petistas sugerem que as listas estariam sendo estimuladas pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e pedem que a PF e a PGR apurem o papel dele na difusão da campanha. Essa é a avaliação dos autores do pedido, não uma conclusão de investigação. O trecho da reportagem a que OsPoderes teve acesso não traz manifestação de Nikolas Ferreira, e OsPoderes não localizou resposta dele sobre o pedido.

O que já foi noticiado

Advogados ouvidos pela BBC News Brasil afirmaram que listas de negócios por voto presumido podem ser ilegais e, em alguns casos, criminosas, enquanto o simples boicote a uma empresa por posição pública do dono é lícito. Também há o relato de um humorista que diz ter recebido ameaças depois de Nikolas ironizar o cancelamento de um evento.

O que falta saber

Falta saber se a PF e a PGR vão abrir procedimento, se a PGR enviará o caso a outro órgão e qual será a resposta de Nikolas Ferreira. OsPoderes não teve acesso ao documento dos deputados; as informações sobre ele vêm da reportagem da Veja, publicada no sábado (31).

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