Um grupo de 25 deputados democratas dos Estados Unidos pediu explicações ao governo de Donald Trump sobre o papel do Departamento de Estado na ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao país. A carta foi obtida pela CNN Brasil, que a divulgou nesta sexta-feira (30), às 9h50. Este portal não teve acesso ao texto integral; o relato abaixo se baseia na reportagem.
O que os parlamentares dizem
Os democratas afirmam que o povo americano e o Congresso têm interesse legítimo em saber se recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram usados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira. Segundo a carta, a ida a Miami ocorreu depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que exigia a entrega dos passaportes do senador.
O grupo diz ser “particularmente preocupante” a informação de que um alto funcionário do Departamento de Estado teria afirmado que os EUA concederiam vistos a Flávio e a familiares e permitiriam a entrada deles no país. A CNN Brasil informou, na terça-feira (27), ter confirmado essa informação. Os parlamentares dizem que o episódio levanta questões sobre o processo decisório do Departamento, sobre o que ele sabia da ordem do tribunal brasileiro e sobre se algum funcionário americano prestou assistência antes ou depois da emissão da ordem.
As 15 perguntas
A carta exige resposta por escrito a 15 perguntas. Entre elas, segundo a reportagem:
- quando o Departamento de Estado e a Embaixada em Brasília souberam da ordem do STF e se algum funcionário recebeu ou discutiu uma cópia dela antes da saída do senador;
- se vistos foram emitidos, aprovados ou acelerados para ele ou para a família e quem autorizou a decisão atribuída ao alto funcionário;
- se algum funcionário americano se comunicou com Flávio, familiares, advogados, assessores ou intermediários sobre a viagem e ajudou em voo, documentação, transporte ou acesso a aeroportos;
- se houve coordenação com o Departamento de Segurança Interna, o CBP e o USCIS, e se o Departamento de Justiça foi consultado;
- se foram consideradas as consequências diplomáticas, incluindo a percepção de interferência em processos judiciais do Brasil.
O que está pendente
A reportagem não registra resposta do Departamento de Estado nem prazo para ela. A carta é um pedido de informações; não é investigação formal nem prova de que tenha havido ajuda do governo americano. Antes, este portal relatou que um assessor da Casa Branca teria organizado o jato de Flávio, segundo reportagem, e que, segundo fontes, o governo Trump não pretende apoiá-lo como líder do Brasil. O caso está acompanhado na matéria principal.






















