EUA

25 deputados democratas cobram governo Trump por papel na fuga de Flávio

Carta enviada ao Departamento de Estado faz 15 perguntas sobre vistos, ordem do STF e apoio logístico ao senador; pedido é de resposta por escrito.

Fachada do edifício Harry S. Truman, sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos, com a placa Department of State e um gramado em primeiro plano.
Sede do Departamento de Estado dos EUA, em Washington, em maio de 2024. Foto de arquivo: Departamento de Estado dos EUA (Linda D. Epstein) — domínio público. A imagem não registra a carta dos democratas. Origem da fotografia.

Um grupo de 25 deputados democratas dos Estados Unidos pediu explicações ao governo de Donald Trump sobre o papel do Departamento de Estado na ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao país. A carta foi obtida pela CNN Brasil, que a divulgou nesta sexta-feira (30), às 9h50. Este portal não teve acesso ao texto integral; o relato abaixo se baseia na reportagem.

O que os parlamentares dizem

Os democratas afirmam que o povo americano e o Congresso têm interesse legítimo em saber se recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram usados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira. Segundo a carta, a ida a Miami ocorreu depois de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que exigia a entrega dos passaportes do senador.

O grupo diz ser “particularmente preocupante” a informação de que um alto funcionário do Departamento de Estado teria afirmado que os EUA concederiam vistos a Flávio e a familiares e permitiriam a entrada deles no país. A CNN Brasil informou, na terça-feira (27), ter confirmado essa informação. Os parlamentares dizem que o episódio levanta questões sobre o processo decisório do Departamento, sobre o que ele sabia da ordem do tribunal brasileiro e sobre se algum funcionário americano prestou assistência antes ou depois da emissão da ordem.

As 15 perguntas

A carta exige resposta por escrito a 15 perguntas. Entre elas, segundo a reportagem:

  • quando o Departamento de Estado e a Embaixada em Brasília souberam da ordem do STF e se algum funcionário recebeu ou discutiu uma cópia dela antes da saída do senador;
  • se vistos foram emitidos, aprovados ou acelerados para ele ou para a família e quem autorizou a decisão atribuída ao alto funcionário;
  • se algum funcionário americano se comunicou com Flávio, familiares, advogados, assessores ou intermediários sobre a viagem e ajudou em voo, documentação, transporte ou acesso a aeroportos;
  • se houve coordenação com o Departamento de Segurança Interna, o CBP e o USCIS, e se o Departamento de Justiça foi consultado;
  • se foram consideradas as consequências diplomáticas, incluindo a percepção de interferência em processos judiciais do Brasil.

O que está pendente

A reportagem não registra resposta do Departamento de Estado nem prazo para ela. A carta é um pedido de informações; não é investigação formal nem prova de que tenha havido ajuda do governo americano. Antes, este portal relatou que um assessor da Casa Branca teria organizado o jato de Flávio, segundo reportagem, e que, segundo fontes, o governo Trump não pretende apoiá-lo como líder do Brasil. O caso está acompanhado na matéria principal.

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