O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve reencontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na cúpula do G20, marcada para 14 e 15 de dezembro, em Doral, na Flórida, segundo o Poder360. A viagem é a última de um roteiro preliminar de quatro cúpulas internacionais que o petista deve cumprir até o fim do ano, a primeira agenda externa depois da reeleição. Segundo a reportagem, nenhum integrante do governo americano telefonou para cumprimentá-lo pela vitória. O roteiro não foi confirmado em comunicado do Planalto ou do Itamaraty, que o Os Poderes não leu.
O roteiro, segundo o Poder360
- 11 e 12 de novembro: COP31, em Antália (Turquia), conferência em que o Brasil passa a presidência do evento climático.
- 14 e 15 de novembro: visita de Estado a Manila e cúpula da Asean, nas Filipinas.
- 4 de dezembro: cúpula do Mercosul, em Montevidéu.
- 14 e 15 de dezembro: G20, em Doral, na Flórida.
A reportagem diz que os detalhes devem ser fechados na semana seguinte e que Lula está disponível para todas as viagens. O governo avalia que o Brasil não deve se destacar no G20 e que o evento terá divergências entre os Estados Unidos e países como Canadá, China e Índia, sem necessidade de bloquear documentos. O tema ambiental ficou fora da pauta do G20 sob pressão americana, e os EUA saíram do Acordo de Paris e não devem ir à COP31.
O encontro em meio à crise com Flávio
Em reportagem de 29 de outubro, a Veja descreve o G20 como o primeiro encontro entre Lula e Trump depois de o presidente americano dizer que a eleição brasileira “pareceu fraudada” e de o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixar o país rumo aos Estados Unidos, episódio que o Os Poderes acompanha em matéria própria. Segundo a Veja, Trump pareceu recuar na quarta-feira (28), quando disse: “Não vou me envolver”. A revista, que tem trecho aberto e o restante para assinantes, afirma ainda que o presidente americano quer usar a cúpula para tentar selar a paz na Ucrânia, informação que o Os Poderes não verificou.
Pelo Poder360, o Planalto diz que o plano é “ver como o G20 se desenha” e não pediu telefonema de nenhum dos lados. Trump disse que não apoiou nenhum candidato no Brasil e que mantém boa relação com Lula, relata a reportagem. A leitura no governo brasileiro, segundo o veículo, é de que há uma disputa dentro do governo Trump entre quem sustenta uma narrativa de instabilidade no Brasil e quem vê legitimidade em um presidente eleito com 64,2 milhões de votos. É a avaliação de fontes do Planalto, e não um fato apurado independentemente.
O que ainda falta
Não há, nas reportagens lidas, confirmação oficial de reunião bilateral entre Lula e Trump em Doral, e o roteiro é preliminar e sujeito a mudança. A foto desta matéria é de arquivo, de outro encontro, em outubro de 2025.






















