Brasil

Malafaia chama filhos de Bolsonaro de ‘jumentos’ após carta, diz coluna

Segundo coluna de O Globo, o pastor disse a aliados, por mensagem, que Flávio e os irmãos se aconselham com gente errada e que Trump já teria retirado o apoio; Malafaia não quis comentar.

O pastor Silas Malafaia, de terno escuro e gravata vinho, falando ao microfone
O pastor Silas Malafaia, no Rio de Janeiro, em 11 de abril de 2019. Foto de arquivo: Marcos Corrêa — CC BY 2.0. A imagem não registra a mensagem citada na matéria. Origem da fotografia. Condição de uso.

O pastor Silas Malafaia, uma das principais lideranças evangélicas do país, enviou na quarta-feira (28) a aliados uma mensagem de WhatsApp em que chama os filhos de Jair Bolsonaro de “jumentos”, segundo a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo. O texto, que a coluna diz ter obtido, foi uma reação à carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já nos Estados Unidos, se disse “presidente eleito” e alegou fraude eleitoral sem apresentar provas. Os Poderes não teve acesso à mensagem; a reprodução é da coluna.

O que diz a mensagem

Segundo a coluna, Malafaia escreveu que “esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos”, que só se aconselham com pessoas erradas, que fazem uma carta, dizem bobagem e depois corrigem. A mensagem, ainda conforme o texto, afirma que o presidente americano, Donald Trump, “já tirou o apoio” a Flávio, que o pastor deixou o senador ir para os EUA, mas não se mete na questão, e qualifica o grupo de amadores. A afirmação sobre o apoio de Trump é de Malafaia: Trump disse a repórteres que não vai se envolver, como mostra a matéria sobre as declarações do presidente americano, e não há, nas fontes lidas, declaração oficial dos EUA retirando ou concedendo apoio.

Procurado pela coluna, Malafaia não quis comentar: disse que não tinha mais nada a falar. Flávio Bolsonaro e seus irmãos não responderam, nas fontes lidas, à mensagem.

O contexto da carta

Na carta divulgada dos EUA, Flávio se dirigiu ao povo brasileiro como o “verdadeiro presidente eleito” e citou a prorrogação do horário de votação, determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin no domingo (25), como indício de fraude; o texto foi republicado depois com “líder do Brasil” (matéria sobre a carta). A coluna lembra, com base em dados do TSE, que 34.993 pessoas votaram entre 17h e 19h, o equivalente a 0,027% dos votos computados no segundo turno, e que Lula teve 4.430.191 votos a mais que Flávio. A coluna acrescenta que a campanha de Flávio também havia pedido a prorrogação à Justiça Eleitoral em várias cidades.

O caso integra a cobertura da saída de Flávio do país e de seus desdobramentos.

O que falta saber

Falta a confirmação do conteúdo da mensagem por outra fonte e uma manifestação de Malafaia ou da família Bolsonaro. Os Poderes leu o texto da coluna às 1h do dia 29; a mensagem original não foi vista.

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