EUA

Trump diz que ‘não vai se envolver’ na carta de Flávio e vê eleição ‘estranha’

Presidente americano confirmou que os EUA autorizaram a entrada do senador, disse que ele foi tratado de forma injusta e repetiu, sem provas, que a eleição brasileira foi estranha.

O presidente dos EUA, Donald Trump, de terno escuro e gravata vermelha, fala a jornalistas na pista da base de Andrews, diante da escada do Air Force One.
Donald Trump fala à imprensa antes de embarcar no Air Force One, na base de Andrews (Maryland), em 1º de julho de 2026. Foto de arquivo: Daniel Torok/Casa Branca — domínio público. A imagem não registra a declaração desta quarta-feira (28). Origem da fotografia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a carta em que Flávio Bolsonaro (PL) se declarou “presidente eleito” do Brasil e disse que o seu governo não vai tomar partido. A declaração foi dada a repórteres nesta quarta-feira (28), antes de ele viajar a Ohio, segundo a CNN Brasil e o g1.

Trump confirmou que os EUA autorizaram a entrada do senador no país, mas afirmou: “Não vou me envolver”. Segundo o g1, ele também disse que ainda não havia conversado com Flávio.

O que Trump disse

De acordo com a CNN Brasil, o presidente americano afirmou que a eleição brasileira foi “muito estranha” e que Flávio e a família foram tratados de forma injusta. Disse também que não tomou partido na disputa, mas que aponta quando vê algo que considera inadequado.

Trump não apresentou provas para a insinuação de irregularidade. Na segunda-feira (26), segundo a CNN Brasil, ele já havia dito, também sem provas, que a votação “pareceu mais uma eleição fraudada”. O resultado oficial foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Lula teve 64.256.232 votos (51,79% dos válidos) e Flávio, 59.826.041 (48,21%).

A carta e a chegada aos EUA

Flávio chegou a Miami na manhã desta quarta, com a mulher e as duas filhas, depois de deixar o Brasil por terra, cruzar a fronteira com a Argentina e embarcar em um jato particular com escala no Equador. O governo americano havia anunciado na terça (27) que concederia vistos ao senador e à família.

Segundo o g1, a primeira versão da carta chamava Flávio de “verdadeiro presidente do Brasil”; o senador apagou o texto e divulgou outra versão, na qual se apresenta como “líder do Brasil”. O g1 informa ainda que o PL reconheceu o resultado eleitoral, mas pediu esclarecimentos à Justiça.

Um assessor ouvido pela CNN Brasil relatou que integrantes do governo Trump sabiam, desde a segunda-feira, que Flávio tinha cerca de 24 horas para entregar o passaporte e deixaram claro que a entrada nos EUA seria permitida. A informação tem uma só fonte, anônima, e não foi confirmada oficialmente.

O que falta saber

Não há, nas reportagens lidas, manifestação do governo brasileiro sobre as falas desta quarta nem decisão americana sobre pedido de asilo ou outro status migratório de Flávio.

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